Codeba e portuários não firmam acordo. Julgamento do dissídio é em agosto
Por Rafael Lima
Não houve entendimento entre os representantes da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e os três sindicatos dos portuários para se estabelecer uma rodada de negociação na audiência de conciliação realizada no final da tarde de ontem (22). Por isso, a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), desembargadora Ana Lúcia Bezerra, que preside a Seção de Dissídios Coletivos, marcou o julgamento da ação para o próximo dia 13 de agosto, às 15 horas. A desembargadora também firmou prazo até terça-feira próxima, dia 28, para os sindicatos trabalhistas apresentarem defesa e mais cinco dias, contados a partir daí, para a Codeba se manifestar.
De acordo com os representantes do Sindicato Unificado dos Trabalhadores Portuários do Estado da Bahia (Suport/BA), do Sindicato dos Portuários de Candeias–SPC/BA e do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços Portuários de Ilhéus, a greve será mantida enquanto não houver avanços. Segundo eles, o principal ponto é a garantia de não-redução dos salários dos 160 trabalhadores que operam desde 2002 em turno de 12h (6 horas mais 6 horas extras) – guardas portuários, pessoal de operação e manutenção –, já que o Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou a redução da carga horária por considerá-la ilegal. Os sindicatos da categoria comprometem-se a apresentar contraproposta à nova planilha formulada pela Companhia das Docas, até o dia 30 de julho, considerando a redução da jornada para o máximo de 8 horas (6h mais 2h extras).
Com informações da Ascom/TRT5