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Caso Sean Goldman: Menino retornará para os Estados Unidos

A família brasileira de Sean Goldman, em especial seu padrasto, João Paulo Lins e Silva, que faz parte de um dos maiores clãs de advogados criminalistas do país, tomou um grande baque com a decisão da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro, já que o juiz antecipou os efeitos da tutela na própria sentença, determinando o retorno de Sean aos Estados Unidos em 48 horas e entregue à seu pai norte-americano.


Entenda o caso


A briga pela guarda do menino Sean Richard Goldman começou em junho de 2004, quando a mãe do menino, a brasileira Bruna Bianchi Carneiro Ribeiro, deixou o marido, David Goldman, para uma suposta viagem de férias de duas semanas com o filho ao Brasil. Eles viviam na cidade de Titon Falls, estado de New Jersey (EUA), Ao desembarcar no País, contudo, Bruna telefonou ao marido avisando que o casamento estava acabado e que não voltaria aos Estados Unidos.


A partir disso, foi travada uma batalha judicial pela guarda do garoto, na época com apenas quatro anos. No Brasil, a Justiça reconheceu o divórcio pedido por Bruna sem a concordância de Goldman. Diante das leis norte-americanas, contudo, eles permaneciam casados. Livre do compromisso com Goldman, Bruna se casou novamente com o advogado João Paulo Lins e Silva, mas no parto do segundo filho, ela morreu.


Diante da ausência da mulher, David Goldman veio ao Brasil na tentativa de resgatar o filho e levá-lo de volta aos Estados Unidos, mas desde então briga pela guarda do garoto nos tribunais brasileiros, contra o padrasto de Sean e seus avós maternos.