Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Entretenimento

Notícia

Peça fundamental da folia baiana, trio elétrico é reconhecido como Patrimônio Imaterial de Salvador

Por Bianca Andrade

Peça fundamental da folia baiana, trio elétrico é reconhecido como Patrimônio Imaterial de Salvador
Foto: Alfredo Filho / Secom PMS

O trio elétrico tem um novo título para chamar de seu. Ícone do Carnaval, o caminhão, que é uma das características mais marcantes da folia na capital baiana, foi declarado como Patrimônio Imaterial Cultural e Histórico da Cidade de Salvador.

 

A lei foi sancionada na última quinta-feira (5) pelo prefeito Bruno Reis. Com o título, o equipamento entra para o grupo seleto de proteção ao patrimônio, assim como outros elementos da cultura local, como o Olodum, o ofício das baianas de acarajé, a roda de capoeira e mais.

 

O reconhecimento como patrimônio imaterial contribui para ações de salvaguarda, isto é, medidas e estratégias para manter a tradição ativa, além de permitir que o bem passe a concorrer a editais de fomento e apoio financeiro.

 

SOBRE O TRIO ELÉTRICO
Símbolo da maior festa de rua do mundo, o trio elétrico, antes de ser trio, era um Ford Modelo T (1929), que em 1951 era utilizado por Osmar Macedo e Dodô para circular pela capital baiana tocando frevo. 

 

A Fobica Elétrica se transformou em trio após Temistócles Aragão se unir à dupla na aventura, misturando a ousadia de Dodô e Osmar para sair de um Ford Modelo T para uma pick-up Ford F-1000, e migrar para uma verdadeira máquina na avenida.

 

Setenta e quatro anos depois da criação do trio elétrico, a folia baiana conta com aproximadamente 500 equipamentos, entre trios e mini trios, de acordo com um levantamento feito pelo presidente da Associação de Blocos e Trios, Washington Paganelli, que também é presidente do Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares (Comcar).

 

Um levantamento feito pelo BN no último ano trouxe que o aluguel de um trio elétrico para a festa pode variar de R$ 70 mil a R$ 500 mil, a depender da qualidade da máquina e do estilo: trio, mini trio ou pranchão.

 

Em 2026, o equipamento virou alvo de críticas e análises, devido às falhas apresentadas ao longo do Carnaval. E o empresário Kalunga, que trabalha há 40 anos no ramo da música e do Carnaval, pontuou que um dos motivos para que os equipamentos não estejam em boa qualidade é a questão do uso ao longo do ano.

 

ALÉM DO TRIO
No início do ano, em entrevista ao Bahia Notícias, o cantor e compositor Armandinho Macêdo, herdeiro do trio elétrico, pontuou outro importante item que merece o reconhecimento de patrimônio de Salvador, a guitarra baiana.

 

"A guitarra baiana é um instrumento que nasceu na Bahia antes de chegar o rock, a guitarra, de chegar tudo isso", afirmou.

 

O pedido do cantor já chegou a ser apresentado na Câmara em 2012, no entanto, não houve avanço. Em 2013, o instrumento chegou a ser tema do Carnaval de Salvador e recebeu o título de "patrimônio do povo", mas o título oficial não chegou para a guitarra.