Quinta, 05 de Abril de 2018 - 11:00

Jeffinho fala de amor pelo rádio e lembra terror ao levar tiro: 'Não posso ir agora'

por Júnior Moreira

Jeffinho fala de amor pelo rádio e lembra terror ao levar tiro: 'Não posso ir agora'
Com mais de 30 anos dedicados ao rádio, Jeferson Silva Oliveira, conhecido como Jeffinho Simpatia, é um dos comunicadores mais queridos do meio. Nascido e criado em Itabuna, iniciou na profissão em 1985 na Musical FM, ainda na cidade de origem. Dois anos depois, mudou-se para Salvador e conseguiu uma oportunidade na Piatã FM. De lá para cá, trabalhou na Morena FM, Bahia FM e, entre idas e vindas, está na Itapoan FM há 16 anos. O apelido, que é uma das suas grandes marcas, veio, como o nome sugere, da forma carinhosa com que interage com seus ouvintes, muitas vezes atribuída às mensagens do dia. “Gosto de ler uma frase de autoestima ou motivação, porque a gente já tem tanta notícia ruim no dia a dia que de manhã eu gosto de passar uma coisa positiva. As pessoas ligam o rádio para dar risada”, lembra em entrevista ao Bahia Notícias. Durante o papo, além da carreira, Jeffinho detalhou um dos momentos mais difíceis de sua vida. Em maio de 2017, ele foi baleado no peito durante um assalto dentro do seu carro, no bairro Caminho das Árvores. “Na ida para o carona, pulei, bati a perna em um aparelho celular e o outro caiu no chão. No que eu fui pegar, ele achou que era uma arma e disparou. Tomei aquele tiro e na hora pensei em minha mãe e minha filha. ‘Não posso ir agora, tem essas duas pessoas que dependem de mim’. Veio o medo de pensar que 'de repente chegou a hora de ir', mas eu lutava muito contra isso”, lembrou. Durante o longo processo de recuperação, recebeu apoio de muitas pessoas, inclusive de artistas baianos como Ivete, Claudia e Xanddy. “Em nenhum momento eu me desesperei. Vim me emocionar quando soube que o tiro tinha atingido o diafragma, porque minha preocupação era não voltar ao rádio. Minha voz estava pausada, baixinha...”, explicou. Por fim, ainda falou sobre o sentimento que nutre pelo assaltante e a lição que tirou disso tudo.

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Jéssica Senra critica busca da TV por 'rosto bonito': 'Acham que mulher está ali pra ilustrar'
Acordar às 2h da madrugada, fazer exercícios físicos, ler e se preparar para ir ao ar. Esse é o começo da rotina de Jéssica Senra, apresentadora líder de audiência entre os jornais locais no horário da manhã. Ela, que se diz apaixonada pela profissão, assegura que escolheu a área “para fazer diferença na vida das pessoas”. Seja no comando do Bahia no Ar, na Record, ou nos bastidores, Jéssica defende que se posicionar é necessário para causar reflexões: “Eu sempre fui de dizer o que eu penso, desde criança. [...] É assim que a gente provoca o outro”. Entre as opiniões da jornalista, que faz questão de ser lembrada pelo talento ao invés de pela beleza, o feminismo tem lugar garantido. “O que a gente precisa é que as pessoas entendam o que é o feminismo. Ele não é o oposto do machismo. O que o feminismo propõe é que homens e mulheres estejam no mesmo patamar de importância”, pontuou. Na sua área de atuação, a mídia, Jéssica afirma que os desafios de ser mulher ainda estão cercados pelo estereótipo do “rostinho bonito”. “Às vezes você não tem tanto respeito porque acham que você está ali apenas para ilustrar. [...] Nós precisamos mostrar conteúdo, e normalmente mais conteúdo do que os nossos colegas do sexo masculino”. Confira abaixo a entrevista que, entre risos e momentos sérios, passeou por temas que envolveram sua carreira, vida pessoal e a representatividade do Dia Internacional da Mulher. Leia mais!

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Márcio Victor sobre artistas que dizem não querer a Música do Carnaval: ‘Estão mentindo’
“É a música do Carnaval”. Só de ouvir essa frase, quem acompanha a música baiana, já associa a Márcio Victor e, por tabela, ao Psirico. É um bordão. Alguns aclamam, outros mostram indignação, mas o artista faz questão de enaltecer seus versos cantados. “A gente vai criar um prêmio daqui a pouco: ‘Márcio Victor – Música do Carnaval’, (risos). É o futuro projeto para 2018. Faço isso porque me disseram que eu não podia, que não teria condições de ganhar. Então, falei: ‘Perae! Vamos estudar esse negócio e aprender como é’. Aprendemos e acho que tem dado sorte”, inicia em entrevista concedida ao Bahia Notícias direto de sua residência, em Salvador. E tem dado certo. Só este ano, a banda chega com duas apostas: “Elas Gostam (Popa da Bunda)”, em parceria com Attooxxa e a recente “No Groove”, que vem com a responsabilidade de representar Ivete Sangalo, ausente por conta da gravidez. “Na verdade, não tem uma fórmula pronta para sair e o povo gostar. Acho que não tem essa coisa do gênio da lâmpada dizer: ‘Isso aqui não vai funcionar’. Porém, entendo que existem caminhos. Seja com a letra fácil, falar da Bahia, pois nessa época o país inteiro quer ouvir os elementos da Bahia, os tambores, as danças que estão ocorrendo aqui. Acho que esse é o ponto”.  Com isso, seu bordão deverá ser entoado mais uma vez nos circuitos. Quanto ao rótulo de ser um cantor que se preocupa com isso, questionou: “Qual o artista não quer chegar no Carnaval com uma música forte? Pelo amor de Deus... quero chegar todos os anos (risos). Quero fazer parceria com Os Filhos de Gandy, quero fazer o Ilê Aiyê eletrônico, mas convencer o Vovô é difícil”. Contudo, para 2018, o grupo quer ser lembrado em outras épocas também. Para isso, lançará após a folia momesca um feat com Ferrugem e depois outro com MC Guimê.  Além disso, no papo, Márcio explicou como ocorreu o encontro com Queen Latifah.

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Sexta, 02 de Fevereiro de 2018 - 11:00

'De 2010 para cá, o que se criou de novo na música baiana?', questiona Almir Santana

por Júnior Moreira / Pascoal de Oliveira

'De 2010 para cá, o que se criou de novo na música baiana?', questiona Almir Santana

Radialista experiente, Almir Santana começou sua carreira há mais de 20 anos na Salvador FM. Da emissora, migrou para a rádio Tudo FM, que em dois anos colocou no topo das mais ouvidas. Com a idealização do empresário e radialista Ricardo Luzbel, foi reunindo nomes de peso da rádio e da TV. Almir conta que somente 10 anos depois deixou a Tudo FM para ser consultor da Rede Excelsior. O comunicador se tornou coordenador geral e levou a Excelsior a ficar entre as cinco primeiras em apenas um ano. Ao Bahia Notícias, Almir comemorou a modernização da emissora e a superação das dificuldades enfrentadas: “Ano passado a gente trouxe muitas contratações, foi a emissora que mais renovou”. O coordenador também garante que pela rádio ser de uma emissora católica, ela também pretende evangelizar os ouvintes. “Ela continua com essa essência, só que trazendo um novo viés, mais jornalismo, um mundo mais atual, contemporâneo”, ressaltou. Com o Carnaval se aproximando, ele aproveitou o gancho para fazer uma análise sobre a festa e suas atrações: “Você não tem nova geração de axé na Bahia. [...] Da época de 2010 para cá, o que se criou de novo na música baiana? Se você pegar os artistas que estão no mercado, todos são veteranos”. Confira a entrevista:

 

Primeiro, acho que você poderia fazer um balanço da sua trajetória no rádio. Como começou? Conta um pouco dessa história para a gente.
Eu comecei no rádio há 20 anos, e uma das primeiras emissoras que eu passei foi a rádio Salvador FM. E nós tinhamos um programa que mudou um pouco a característica da música da Bahia, que foi o Salvador Mania de Pagode. A primeira emissora inclusive a lançar um CD nacional nessa linha. Depois da Salvador FM, teve o projeto Tudo FM, que gravamos por quase 10 anos. Um projeto também desafiador e vencedor, porque a rádio em dois anos chegou entre as cinco primeiras, com horários que circulavam entre 1° e 2° no Ibope, trazendo com idealização de Ricardo Luzbel grandes comunicadores da TV e do rádio. Nós fizemos um cast de apresentadores que na época até assustou o mercado, porque nós reunimos grandes nomes como Raimundo Varela, Daniela Prata, Samuel Celestino, Casemiro Neto, Anselmo Costa, Beto Fernandes e outros nomes da comunicação da Bahia, em uma só emissora. Então a gente tinha o melhor cast do mercado, e assim a rádio seguiu com bastante sucesso e credibilidade até o término do projeto. Foram 10 anos de Tudo FM. A gente tentou reeditar tudo no finalzinho do projeto, mas, após a saída de Ricardo Luzbel, ela chegou a ser arrendada pela Rádio Sociedade. A marca foi cedida para mim, eu continuei com o projeto, mas a gente não tinha uma frequência que pegasse bem na cidade. Esse era o nosso desafio: conseguir que [a rádio] pegasse bem com a nova frequência. Com isso a gente viu que não daria certo. Quando eu recebi o convite da Rádio Excelsior para fazer uns estudos, uma avaliação, eu fiz essa consultoria para eles, identifiquei o potencial da emissora, analisei o Ibope e vi que a emissora tinha uma boa audiência apesar de estar só no AM. Ela detinha quatro emissoras, uma TV e um jornal com 20 mil assinantes. Após esse estudo, que eu levei 1 ano fazendo, definimos a criação da rede Excelsior, e assim foi feito. A frequência 106.1 que era a Rede Vida passou a se chamar Excelsior FM. Integramos as duas programações do interior e viraram a Excelsior Recôncavo, e a gente teve uma programação alimentada pela rede, e claro com o suporte do jornal. Não mexemos na programação da Rede Vida, mas houve uma interferência minha de mudar ela de canal. Ela era canal 44.1 e mudou para o 12.1, que eu acho que ficou perto das demais emissoras, e passou a ser mais concorrente, mais visitada. E a Rádio Excelsior tem um case de sucesso porque em um ano de rede ela já está entre as cinco primeiras em muitos horários, principalmente nos da manhã. E para a gente foi uma surpresa, claro. Geralmente o Ibope não dá uma resposta tão rápida. Mas, com a vinda de grandes profissionais como Heloísa Braga, Anselmo Costa, Josenel Barreto, Dina Rachid, mantivemos alguns profissionais que já estavam na casa, trouxemos também Renato Lavigne para o esporte... E a gente tenta também reforçar um pouco mais para esse ano de 2018. Ano passado trouxemos muitas contratações, foi a emissora que mais renovou. Algumas não foram finalizadas, mas eu acho que a gente vai ter novidades para esse ano. Agora tentamos investir muito nas redes sociais, modernizando o site. Ela tem aplicativos para AM e FM, então as pessoas conseguem sintonizar na Excelsior em qualquer plataforma, que é o que o mercado necessita. Ela é uma das mais acessadas, se você pegar ferramentas de pesquisa você vai verificar que ela tem um potencial muito grande ainda para crescer. Esse é um resumo da história inicial da Excelsior, que tende a se fortalecer mais e se consolidar no seu segundo ano do projeto.
 

Então a sua função na Excelsior é de comando?
Eu sou o coordenador geral da rede. Eu fui responsável pela implantação e por essa gestão.

 

Qual o maior desafio que a rede enfrenta atualmente?
A Excelsior tem dois grandes desafios. Primeiro, ela tem um objetivo maior que é não ter características de evangelização porque ela é uma emissora da igreja católica. Então continua com essa essência, só que trazendo um novo viés, mais jornalismo, e um mundo mais contemporâneo. E o grande desafio é estar entre as três primeiras. Hoje a média de audiência dela está entre as cinco primeiras.

 

O público vem acompanhando essa transmissão?
Ele vem se renovando. Quando eu fiz o estudo da emissora ela tinha um público 50+ altíssimo, ou seja, um pouco mais conservadora, da terceira idade. E ela reinava nesses targets em primeiro lugar. Aí eu identifiquei que precisava renovar. Como é que eu renovo? Trazendo novos comunicadores, e programas para atingir um público infantil e jovem, a exemplo do Tio Paulinho, do Programa Conectados, e do programa de Pietro que é o sucesso da Excelsior nos sábados. Então a gente trouxe novos comunicadores e também comunicadores mais experientes para mesclar um pouco. Aproveitar o grande público dessa faixa etária elevada e também renovar com essa nova essência da comunicação.
 

Percebi que essa aposta em novos comunicadores está aliada às redes sociais, mas é uma empresa voltada para base familiar. Isso procede?
É uma mistura muito forte para família. Ela prega muito pela ética, então a gente evita tocar músicas de duplo sentido que ofende os valores familiares, sempre levando a verdade. A bandeira da rádio é muito imparcial com todos os assuntos, que são éticos, claro. 

 

Tem alguma coisa que não toca na rádio?
Duplo sentido. A gente evita tocar. Não que haja proibição, mas é questão de bom senso, de tentar melhorar um pouco a qualidade da música, tanto da Bahia, quanto da música popular brasileira. Se você tem bons artistas, bons produtos, por que não qualificar isso? Para que até as músicas que chegam como hits populares consigam chegar nessa ponta com um viés mais educativo, mais formador de opinião.

Como exerga o Carnaval de Salvador atualmente? 
Ele vive dois momentos. Um momento bom, de organização, de gestão, de mudanças, de paradigmas que foram quebrados, mas ele tem um problema hoje que é a sua música, a essência cultural do Carnaval. Nós não temos hoje um grande artista nacional que puxe as músicas da Bahia para o topo das mais executadas. Você tem apenas Ivete Sangalo, que consegue descolar um pouco dos demais artistas, mas que também não tem nenhum hit que hoje está entre as dez mais tocadas do Brasil. O que mais me preocupa é a ausência dessa estrela no Carnaval. A Bahia era considerada uma gravadora porque você tinha 10, 20 artistas nos mais executados. E hoje, a gente tem uma invasão da música sertaneja, da música do Rio de Janeiro, do funk, do pop. E a música da Bahia não consegue emplacar mais hits nacionais. Claro que quando chega no período do Carnaval, se reforça um pouco, você tem aí o Psirico e Léo Santana, que tem músicas entre alguns hits, que são executadas mais na Bahia, mas que não conseguem vender muitos shows nacionalmente.

 

Por que você acha que chegou nesse estado? 
A renovação. A Bahia não se renovou, principalmente os blocos. Tinham aquela questão tradicional de ter Camaleão mais Chiclete com Banana. Internacional tinha o InterAsa, na época. O Asa era do Inter. E as bandas e os empresários não se preocuparam com o que vem depois do envelhecimento desses artistas. O que vem depois? O que nós vamos ter depois dessa geração? Você tem nova geração? Você pode considerar Saulo? Acho que não. Você não tem nova geração de axé na Bahia. Geração dos anos 2000 pra cá. Da época de 2010 pra cá, o que se criou de novo na música da Bahia? Se você pegar todos os artistas que estão no mercado da Bahia, são artistas veteranos. O público vai envelhecendo e a nova geração vai chegando. E essa nova geração vai ouvir o que? Eu acho que esse é o grande problema da música da Bahia. A gente esqueceu que precisava haver uma renovação na base.


Existe algum remédio para isso?
O remédio é a valorização da cultura. Criação de festivais, a busca de músicas que o povo quer ouvir. Por que essa tendência de se ouvir música sertaneja? Porque existe uma mídia muito forte em relação a esses produtos nacionais. É necessário entender o quê a população da Bahia hoje quer ouvir e por que a gente perdeu um pouco da tradição da nossa música.

 

Alguns também apontam que pelo caminhar dessas transformações o Carnaval talvez chegue ao fim. Você acredita nisso?
Não, não. O Carnaval de Salvador é um movimento bastante popular, o povo ainda faz o Carnaval apesar das mudanças. Você tinha anteriormente clubes Carnavalescos tradicionais, e hoje você tem camarotes substituindo esse clubes. Clubes esses que às vezes não ficam no sentido do Carnaval, e agora você tem uma concentração dos camarotes no Carnaval. Os blocos perderam a sua força, mas por quê? Porque as pessoas avaliaram que com a criação dos camarotes estavam pagando um valor que pagavam no bloco, ou até um pouco menos, com mais conforto, mais segurança e mais serviços. Então ouve essa compensação. A atração que tocava nas ruas de Salvador hoje não é mais sucesso nacional. Ele não traz mais o turista como atrativo pra sair no bloco. Então isso foi pegando força. Para se colocar um bloco na rua é caro. Tanto de impostos como de despesas, como segurança, como o próprio trio elétrico. Então é muito caro isso. E às vezes não se compensa hoje, você não consegue vender o número de abadás para bancar o seu custo e pagar o número de atrações. Já teve atração no Carnaval de Salvador que custava R$ 1 milhão, R$ 500 mil. Então como é que o bloco paga isso? Ficou realmente inviável e a tendencia é que cada vez mais as atrações pipoca estejam desfilando no Carnaval de Salvador. Antigamente havia os blocos que não tinham cordas. As pessoas saíam em grupos de amigos pra se reunir e iam brincar o Carnaval. E aí começaram a sair esses grupos, depois foram se profissionalizando e foram se formando os blocos. E aí se teve a criação da indústria do Carnaval, com a profissionalização dos blocos que deu certo há muito tempo. Era um sucesso. Você tinha blocos que chegavam no dia seguinte do Carnaval e já não tinham mais nenhum abadá pro próximo Carnaval. 

 

Tem algum ponto que você também ache forte na festa?
Acho que um dos questionamentos do Carnaval é a questão da participação dos soteropolitanos e da vinda dos turistas. Eu acho que Salvador consegue alinhar isso muito bem. O turista e o soteropolitano conseguem viver num espaço democrático. Claro que com alguns problemas ainda, começando com a questão da segurança do Carnaval de Salvador. Você tem concentração de quase 1 milhão de pessoas em alguns pontos juntando os circuitos e você tem ocorrências baixas para um volume de pessoas como esse. Então mostra que o Carnaval é uma festa que, além da democracia, as pessoas têm o objetivo de brincar. Claro que tem fatos isolados, mas teremos o Carnaval por muitos e muitos anos com essa força do Carnaval de Salvador. E se transformando sempre. Exemplo é BaianaSystem, me esqueci de falar. BaianaSystem é um fenômeno no Carnaval.

 

E que tá carregando outros, como Àttooxxá, que vem aí.
Isso. Esse é caminho plural da música da Bahia. Ela não é só mais axé. Nós temos outros ritmos que vão acontecer no Carnaval de Salvador. Como surgiu a Timbalada na época, como surgiu o Olodum, os blocos de fanfarra, que fizeram muito sucesso no passado e hoje só são do Pelourinho. Então tem essas modificações, mas vale a pena. 

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Quinta, 18 de Janeiro de 2018 - 11:00

Robyssão irá protagonizar filme: 'Quem sabe não concorro ao Oscar?'

por Pascoal de Oliveira

Robyssão irá protagonizar filme: 'Quem sabe não concorro ao Oscar?'
Robson Costa, o Robyssão da banda “Black Style”, chegou à redação do Bahia Notícias contrariando o comportamento “ostentação” que costuma demonstrar. O cantor, que se tornou um dos nomes mais polêmicos do pagode baiano por causa do teor sexual das suas músicas, falou sobre o personagem que interpreta nos palcos, sua opinião sobre a banda La Fúria, e revelou planos, no mínimo, ambiciosos: ganhar o Oscar por um filme que pretende lançar ainda este ano. Além disso, Robyssão, que sonha em terminar a faculdade de Direito, mostrou que tem opiniões fortes sobre assuntos delicados. “Isso é uma babaquice”, disparou o cantor a respeito da questão da apropriação cultural. Sobre o Carnaval, ao contrário de alguns artistas que se mostram muito positivos ao falar sobre suas experiências, ele admitiu que cantar em trios é “estressante”. Sem hesitar, ele também não mediu palavras para fazer críticas a alguns artistas baianos: “Eu acho que eles estão desesperados”. Confira a entrevista:

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Solteiro após 6 anos, Levi Lima não descarta ficar com fãs: ‘Tô me sentindo adolescente’
Após 6 anos no comando da banda Jammil, o vocalista Levi Lima vive um momento diferente. Se por um lado, a carreira segue em ascensão - com a participação cada vez maior do público no projeto “Vamos Ver o Por do Sol”, na Ponta do Humaitá, além da música “Na Real” na trilha sonora da novela “O Outro Lado do Paraíso”-, por outro, é a primeira vez que está presenciando toda essa rotina solteiro.  Em setembro deste ano, ele terminou o noivado com a assistente de palco do programa "Domingo Legal", Bruna Manzon. “Percebi que o acesso das mulheres em geral está maior. Como não sou comprometido, quero conversar mais, dialogar melhor. Isso é bacana, pois conheço várias pessoas legais. Estou me sentindo adolescente, estou gostando desse momento”, confessou em entrevista ao Bahia Notícias. Além de comentar a ideia de transformar o “Vamos Ver o Por do Sol” em um projeto itinerante, sendo Santo Antônio Além do Carmo, no dia 14 de janeiro, o primeiro local escolhido (reveja aqui), o artista falou sobre a gravação do clipe da música “Navegando a Vida”, shows com Tomate e Saulo, Carnaval, revelou querer puxar trio sem cordas e admitiu que não teria problema de ficar com alguma fã. “Nunca fiquei, mas se eu me apaixonar e tiver vontade, fico numa boa”.

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Quinta, 16 de Novembro de 2017 - 11:00

‘Todos os dias enfrento cobras’: Rick fala de preconceito na TV e sonho de sair da Bahia

por Bárbara Gomes / Lucas Arraz

‘Todos os dias enfrento cobras’: Rick fala de preconceito na TV e sonho de sair da Bahia
Repórter, apresentador, ator, performer, digital influencer, youtuber… Ufa! Rick Bandeira, o divertido repórter do programa Universo da TV Aratu, não se divide somente entre seus personagens, como a divertida Ana Célia, como também em diferentes projetos e funções. Se você acha que é muita coisa, para o ator de 30 anos é algo “bastante natural”. Além do Universo, Rick é instagramer e tem um canal no Youtube com a sua mãe. Mas o grande sonho do ator mesmo é sair de Salvador. “Meu grande sonho profissional é viver como ator. É fazer novela, teatro, cinema. Foi para isso que estudei a vida inteira”, diz. Enquanto não realiza o sonho Rick prepara o lançamento de uma peça, enquanto tenta evitar as críticas dentro da televisão. “Todos os dias eu enfrento cobras”, conta. “Eu sofro preconceitos por estar exercendo uma função para a qual eu não estudei”, completa o apresentador. Rick lançou o projeto “Eu lacro Drag”, no último ano, que mostrava drag queens na televisão “na hora da família tradicional baiana”. No final das contas Rick Bandeira faz um pouco de tudo para divertir as pessoas. “Divertir é algo que nos dias de hoje é um desafio grande. E você saber que está atingindo de crianças a idosos é surreal. No fim das contas eu quero fazer a diferença, mesmo que só um pouquinho”, contou ao Bahia Notícias.

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Quinta, 12 de Outubro de 2017 - 11:00

Cantor Reinaldinho enaltece Axé com novos projetos musicais: ‘É uma força tratora’

por Bárbara Gomes / Júnior Moreira

Cantor Reinaldinho enaltece Axé com novos projetos musicais: ‘É uma força tratora’
Com bom humor e mencionando que optou viver da arte, Reinaldinho chegou à redação do Bahia Notícias neste mês para falar de sua carreira e dos novos projetos. O cantor está fazendo o “Boteco do Reinaldinho”, no Caranguejo do Baiano, toda semana. Ele também está envolvido no projeto “Axé 90º”, ao lado de Tatau e Ninha. Diferente de alguns artistas que têm enterrado o Axé, Reinaldinho prefere buscar fortalecer o ritmo, mostrando que ele continua vivo. “Morrer é uma palavra muito forte. Mesmo que todos os artistas do gênero não existissem mais, ele não morreria, pois está na memória musical. Isso é muito particular de cada um. Eu penso assim. Quando vejo uma Ivete Sangalo cantar, por exemplo, não tem como dizer que morreu”, ressaltou o artista. Para ele, as falas que apontam a crise no ritmo baiano, só aumentam a vontade do povo em querer ouvir as músicas do passado. “É uma força tratora. Quanto mais você diz que vai acabar, as pessoas pedem para que volte”. Leia a entrevista completa!

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Quinta, 14 de Setembro de 2017 - 11:00

‘Nascer mulher já nos exige ser feminista’, pontua Valesca sobre situação do Brasil

por Júnior Moreira / Bárbara Gomes

‘Nascer mulher já nos exige ser feminista’, pontua Valesca sobre situação do Brasil
Valesca Reis Santos, Valesca, Valesca Popozuda, Popozuda ou até Val. Ela não se importa. Gosta de ser plural e permite experimentar. Começou a carreira dançando, porém para fugir da “rotina” migrou para o canto. “Sempre gostei de dança e minha intenção era essa para o resto da vida, mas as coisas caem na mesmice, né? Foi aí que recebi o convite para cantar e comecei todo esse processo. Fui aprendendo com as coisas”. O grande público a conheceu pelos 12 anos que permaneceu na “Gaiola das Popuzudas”, contudo foi com o hit “Beijinho no Ombro” que viu sua vida mudar por completo. Atualmente, após uma passagem pelo pop, a artista volta a investir no funk, com o lançamento do single “Tô Solteira de Novo”, e, volta e meia, figura nos tabloides pelos seus posicionamentos políticos ou por negar rixa entre as cantoras do funk, além de supostas reduções do bumbum e pela postura a favor do feminismo. “É preciso criar esse consciente de irmandade entre nós. Já nasci feminista até porque saí de um útero totalmente feminista. Minha mãe deu tudo na vida para me criar sozinha. Nascer mulher nesse país já nos exige ser feminista”, lembrou. Valesca esteve em Salvador para participar da Parada LGBT e visitou o Bahia Notícias para contar as novidades da carreira.

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Quinta, 10 de Agosto de 2017 - 11:00

Com cantora evangélica, trio da Timbalada defende mudança e explica nome 'Séc. XXI'

por Júnior Moreira

Com cantora evangélica, trio da Timbalada defende mudança e explica nome 'Séc. XXI'
“Toda história precisa de um ponto parágrafo pra recomeçar. A Timbalada deu certo, não é à toa que são 25 anos de estrada”. Esta aspa é do cantor e compositor Buja Ferreira, que ao lado dos ex-Mukindalas, Paula Sanffer e Rafa Chagas, terá a missão de conduzir a nova fase da banda criada por Carlinhos Brown após momento delicado vivido durante o comando de Millane Hora e Denny. O trio, que foi anunciado no dia 9 julho, trouxe o lema “Século XXI” para encabeçar essa virada - mesmo após os primeiros 16 anos do período centenário – e estiveram na redação do Bahia Notícias para explicar essa proposta e contar como estão conduzindo os primeiros momentos. Para eles, não é possível dizer que Millane "não deu certo", porque "tudo na vida é mudança". Dentre os destaques, Paula garantiu que o fato de ser evangélica não será o empecilho para ultrapassar as dificuldades do conjunto que tem o Iorubá como uma das suas bases. “Respeito as adorações de todos, entro em qualquer ambiente e fico muito tranquila, representando aquilo que acredito. Tenho toda a benção da minha igreja e minha pastora consegue entender o que vivo. Não me importo mais com os comentários de quem não entende. Deus está comigo, independente de qualquer coisa. Qual o problema de cantar na Timbalada e ser evangélica?”, questionou. Confira a entrevista completa:

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