Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 11:10

Lincoln aposta em diversidade para que todas as idades e gêneros possam ouvir músicas

por Júnior Moreira Bordalo / Ian Meneses

Lincoln aposta em diversidade para que todas as idades e gêneros possam ouvir músicas
Vocalista do grupo Lincoln e Duas Medidas, Lincoln Senna tem planejando seguir antenado com as mudanças na sociedade para refletir o novo em seus trabalhos. Para ele, é regra “sempre tentar fazer uma música que todas as idades, todos os gêneros possam ouvir”. Apostando na diversidade como em “Carnavrau”, o artista disse ter buscado uma fórmula de comunicação sem perder a essência do grupo. A associação da banda ao foco na dança não aflige o cantor. Formado em educação física, ele reforça a importância do corpo em movimento e, mesmo entendendo que a dança é vista como um “primo pobre”, classifica a linguagem dessa arte como “fantástica” por fazer “muitas pessoas interagirem, sorrirem e se libertarem”. Em relacionamento com a esposa Monique Paim desde os 17 anos, Senna mantém sua vida pessoal com discrição e critica o fato de outras pessoas se perderem por não saberem “dividir o que é seu particular e o que é de todos”, expondo, assim, os familiares e os relacionamentos. Para ele, para responder e lidar com perguntas da vida pessoal é preciso, exclusivamente, ter responsabilidade pelas pessoas que estão relacionadas com a sua vida. 

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Quinta, 12 de Dezembro de 2019 - 11:10

Principal colunista da música baiana, Marrom admite: 'Não tenho talento para ser fofoqueiro'

por Júnior Moreira Bordalo

Principal colunista da música baiana, Marrom admite: 'Não tenho talento para ser fofoqueiro'
Aos 57 anos e com mais de 40 destes dedicados ao jornalismo, Osmar Martins, ou simplesmente Marrom, tem motivos de sobra para se orgulhar da carreira que construiu. Roqueiro de nascença, aceitou o apelido dado pela cantora Alcione, firmou terreno no entretenimento e acompanhou de perto todo o desenvolvimento da Axé Music e, não à toa, virou o principal nome do colunismo musical da Bahia. Conhecido e reconhecido por todos do show business, garante que, apesar do interesse das pessoas, seu foco ao longo dos anos se resumiu à vida profissional dos artistas. “Sempre existiu colunismo de fofoca, mas não tenho o talento para ser fofoqueiro. Admiro a Natália Comte, é minha ídola. Acho que sabe fazer uma fofoca como ninguém. Eu não sei. Sigo o principio de – enquanto jornalista – ser o elo entre o artista e o povo e, no meu caso, o que interessa é a vida do artista no palco. Não estou condenando os fofoqueiros, não”, ponderou. Talvez esse posicionamento tenha sido instaurado como um mecanismo de defesa. Gay, negro, vindo de família simples, Marrom sempre deixou sua vida privada no âmbito restrito. Apesar de saber do que acontece com as principais figuras baianas, pouco se sabe sobre os seus bastidores. “Meus pais diziam que tínhamos que manter a família unida, mas que era importante deixar a vida privada no privado. Acho que as pessoas querem conhecer o Marrom. Apesar de ser uma pessoa exibida, sou reservado. E também se eu abrir demais não poderei fazer minhas loucuras”, divertiu-se. No papo, falou ainda sobre a indústria musical, revelou de quem é de fato amigo, desabafou sobre preconceito, apostou no futuro da música baiana e confessou o que ainda sonha em fazer.

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Quinta, 03 de Outubro de 2019 - 11:10

'Bom Sucesso': Baiano Lucas Leto tenta fugir de estereótipo ao retratar dependência

por Júnior Moreira Bordalo / Jamile Amine / Rebeca Menezes / Ian Meneses

'Bom Sucesso': Baiano Lucas Leto tenta fugir de estereótipo ao retratar dependência
Cria do bairro de Pernambués, em Salvador, e formado pelo respeitado Bando de Teatro Olodum, o jovem ator Lucas Leto comemora o seu primeiro papel na TV com o complexo personagem Waguinho, na novela das 19 horas “Bom Sucesso”. A ida do teatro para a telas têm mostrado ao artista perspectivas antes não imaginadas e o contato com figuras veteranas tem lhe dado sensações nunca antes sentidas. “Desde que eu cheguei na preparação eu vi Antonio Fagundes do meu lado, Grazi Massafera sentada no chão, no mesmo plano, sem essa diferenciação. Eu fico muito grato, agradecido”, comentou. Waguinho, um jovem que enfrenta uma dependência química, é para ele um personagem em constante construção, mas numa visão positiva sobre o futuro da história, o próprio Lucas acredita que “no fundo ele precisa de uma oportunidade para mostrar a bondade dele” na trama. Para inspirar o papel, no entanto, Leto foi bastante cuidadoso e procurou não dar um aspecto pejorativo, já que na realidade ele sempre observou por entre as ruas de seu bairro aqueles que sofreram e ainda sofrem ao cair no mundo das drogas. O marco de fazer parte do elenco de uma novela da Rede Globo tem significado não só para ele como também para pessoas próximas. Inspiração para quem tem a mesma realidade da periferia que o ator viveu, Lucas acredita que é fundamental transmitir a mensagem de “fazer as pessoas acreditarem que elas podem chegar onde quiserem” e, assim, se tornarem pessoas bem sucedidas no que sonham em trabalhar.

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Quinta, 12 de Setembro de 2019 - 11:10

Pablo Reis fala de tensão na vida após chacina do Cabula: 'Quiseram passar um recado'

por Júnior Moreira Bordalo

Pablo Reis fala de tensão na vida após chacina do Cabula: 'Quiseram passar um recado'
Natural de Alagoinhas, no Litoral Norte e Agreste Baiano, o jornalista Pablo Reis é atualmente um dos responsáveis pela grade da TV Aratu, afiliada do SBT. Gestor de conteúdo e inovação da empresa e responsável pelos programas “Universo”, “Dendê na Mochila”, “Liga da Madruga”, “Clube da Alegria”, “Chegue Mais”, “Aratu Repórter”, e do portal “Aratu ON”, ele ainda apresenta as atrações “Liga da Madruga”, “Aratu Repórter”, “Linha de Frente”, “Reunião de Pauta” e “Aratu Talks”. “Hoje tem sido uma experiência muito boa. Gerenciar também é legal. Considero-me uma pessoa que gosta de aprender. De verdade. O sentido da minha vida é descobrir algo novo a cada dia”, confessou em entrevista ao Bahia Notícias. Além disso, será um dos professores do projeto Escola Aratu, que atuará na formação de novos profissionais. No papo sobre carreira, futuro da TV aberta e do jornalismo, o comunicador, egresso da Universidade Federal da Bahia, falou sobre o que achou da indicação de Jéssica Senra para apresentar o “Jornal Nacional” e relembrou um dos momentos mais tensos de sua vida, quando teve a casa invadida após reportagens sobre a chacina do Cabula, que deixou 12 mortos na região há quatro anos. “Fiquei me questionando o motivo de pessoas, que são pais de família, têm seus filhos e rotinas, serem capazes de cometer atrocidades como essas. Quiseram passar um recado e eu entendi da seguinte forma: há necessidade de se ter bons jornalistas, que não se intimidam com algumas coisas. Por outro lado, a função do jornalista, quando é exercida no limite, pode ter algumas consequências. Quem quiser ficar em casa tranquilo assistindo Netflix não vai passar por isso”, ponderou.

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Quinta, 15 de Agosto de 2019 - 11:10

'Gestor' de famosos, Pedro Tourinho lança livro sobre imagem, mas adianta: 'Não tem fofoca'

por Júnior Moreira Bordalo

'Gestor' de famosos, Pedro Tourinho lança livro sobre imagem, mas adianta: 'Não tem fofoca'
Quem é mais atento aos bastidores do entretenimento no Brasil e acompanha os desdobramentos de artistas como Anitta, Regina Casé, Gabriela Pugliesi, Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank, Chay Suede, Alice Wegman, Silva e Sabrina Sato já deve ter ouvido falar de Pedro Tourinho, ou até “Dão”, apelido permitido para os amigos mais próximos. O publicitário baiano, especialista em entretenimento e mídia e fundador das agências Soko e MAP, que sempre viveu por trás das câmeras, está tendo agora seu momento nos holofotes. Isso porque resolveu se aventurar no universo dos livros e está lançando “Eu, eu mesmo e minha selfie – Como cuidar da sua imagem no século XXI”. “É uma experiência interessante de inverter um pouco os papéis, de ser a pessoa que agora dá as entrevistas, de ficar sujeito a tudo que tem de bom e ruim”, confessa em entrevista ao Bahia Notícias. Como não poderia deixar de ser, o lançamento oficial será aqui em Salvador, no dia 26 de agosto, no Museu de Arte Moderna, mas de início, ele avisa: “Não é o livro que tem fofoca. Nele, o leitor aprende a como lidar com fofocas, mas não saberá de fofoca nenhuma”.

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Marcante no 'Zorra', Luís Salém reconhece o poder do humor na reflexão do cenário político
Natural do Rio de Janeiro e a cada dia mais baiano, o ator Luís Salém escolheu a capital baiana para morar por conta dos laços que foram construídos com a cidade desde a infância. A mudança de endereço, no entanto, também foi motivada pelos vários problemas que sua terra natal tem enfrentado e que lhe fez se sentir “cansado de viver acuado e meio que assustado” principalmente devido a violência, a intolerância e os políticos que passaram a administrar o lugar. Experiente por ter interpretado vários papéis na Globo como no “Zorra”, Salém chama atenção para o humor politizado abordado na atração e o potencial que a linguagem tem de proporcionar “não só diversão, não só o relaxamento”, mas trazer para o público o poder da reflexão. O artista também aproveita para destacar o quanto tem ficado satisfeito artisticamente em realizar os seus recentes trabalhos como a peça “Novo Baiano”, que ficou em cartaz em Salvador, além se sua participação na série do GNT “Os Homens São de Marte e É Para Lá Que Eu Vou”, ao lado da colega e amiga Mônica Martelli. Para ele, não há urgência para retornar às novelas, mas reconhece que além do prazer de fazer parte do formato, o fator financeiro é sempre bem-vindo enquanto contratado por uma obra do horário nobre da Rede Globo.

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Quinta, 06 de Junho de 2019 - 11:10

Filipe Costa defende limites nas redes sociais, mas garante: 'Não aceito ser censurado’

por Júnior Moreira Bordalo / Ian Meneses

Filipe Costa defende limites nas redes sociais, mas garante: 'Não aceito ser censurado’
Há pouco mais de cinco anos envolvido com o telejornalismo, Filipe Costa já recebeu até apelido, o conhecido “menino de Pernambués”. Alguns podem até pensar que o lugar refere-se a sua origem, mas na verdade se trata de um episódio marcante de uma cobertura ao vivo no noticiário policial. Integrante da equipe de profissionais da Record, Costa acredita que, para momentos de tensão entre polícia e população, uma postura ideal e segura é a de “ouvir os dois lados e sair sem entrar no mérito da questão”. Ele não vê jornalistas como celebridades, mas ao estar presente em locais movimentados Filipe tem passado por outros tipos de tensão. “Quando eu entro numa loja, que as pessoas ficam me olhando, eu penso que elas estão achando que eu roubei alguma coisa”, disse, mesmo ciente de que elas podem conhecê-lo da TV. Ter liberdade de opinar, para ele, é uma qualidade que o seu próprio trabalho oferece. Costa avalia que limites devem ser estabelecidos sobre o que se publica nas redes sociais, mas diz que existe uma lei que nenhuma pessoa conseguirá mudar nele: “Eu não aceito ser censurado por ninguém”.

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Quinta, 09 de Maio de 2019 - 11:10

'Quando sentir que não está bom, vou mudar', diz Péricles sobre 'pressão' para emagrecer

por Júnior Moreira Bordalo

'Quando sentir que não está bom, vou mudar', diz Péricles sobre 'pressão' para emagrecer
Um dos sambistas mais respeitados do Brasil, Péricles resolveu eternizar seu carinho pela Bahia e escolheu Salvador como local de gravação do seu mais novo DVD. O evento acontecerá no dia 6 de julho, na Arena Fonte Nova, e já foi confirmado show de Belo, além de participação de Xanddy, vocalista do Harmonia do Samba, e Tiee, revelação do pagode. Por conta disso, o veterano esteve pela capital na última semana para iniciar o processo de divulgação e visitou a redação do Bahia Notícias.No papo, entre outras coisas, comentou como anda a briga judicial pelo direito da marca do Exaltasamba, banda que comandou até 2012, disse sobre a possibilidade de se reunir com Thiaguinho e outros membros do antigo grupo para uma celebração e revelou sentir falta atualmente de uma atração na TV brasileira como o “Esquenta!”, programa comandado por Regina Casé na Globo até janeiro de 2017. A atração focava em discutir questões sociais. “Além de entretenimento, ele levava questões para a gente discutir durante a semana, assuntos espinhosos eram debatidos com leveza. Essa era a função do programa e sinto falta. Quero crer que logo a gente terá um programa como esse. O público hoje olha para a TV e não se sente representado. Fica esse buraco”, ressaltou.

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Robyssão investe em carreira acadêmica por acreditar 'que a música tem prazo de validade'
Robyssão é conhecido pelas suas músicas que ecoam pelos guetos de Salvador, mas é uma pessoa como qualquer outra que busca realizar os seus sonhos na medida do possível. Carioca de nascença, soteropolitano de alma e de ritmo, construiu seu espaço ao inventar o pagofunk, uma mistura que busca integrar o que hoje se configura como suas duas grandes raízes. Pé no chão, apesar de exibir um visual ostentação, o pagofunkeiro, se assim pode se dizer, crava que “todo mundo sabe que a música tem um prazo de validade”. Por isso, o artista acredita que quando a música deixar de ser o melhor plano para seguir a vida, será necessário se reinventar. Acreditando que o sucesso pode ser passageiro, Robyssão já encaminha sua carreira acadêmica com o curso de Administração de Empresas para, no futuro, se tornar um grande empresário. Integrante de um segmento com grande presença no Carnaval, o artista afirma que o “pagode está ganhando espaço muito grande no mercado e está se destacando muito mais que outros gêneros”. No entanto, lamenta que “o pagode precisa, na verdade, de mais reconhecimento por parte dos empresários”. Figura que também marcou a política, por já ter se candidatado a vereador, o pagofunkeiro aproveitou a entrevista concedida ao Bahia Notícias para comentar sobre a atuação parlamentar de Igor Kannário, hoje deputado federal. Robyssão não nega que pretende nos próximos anos tentar novamente um cargo público. Ao mesmo tempo, integra há 10 anos um projeto social: “As pessoas reclamam da vida, mas quando você vê que existe sofrimento maior que o seu, você vai ver que realmente tem que agradecer a Deus e não reclamar”.

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Quinta, 14 de Março de 2019 - 11:10

Diretor da TV Bahia não vê Bocão como opção: 'Tem habilidade, não quer dizer que tem perfil'

por Júnior Moreira Bordalo

Diretor da TV Bahia não vê Bocão como opção: 'Tem habilidade, não quer dizer que tem perfil'
Formado em Administração de empresas e diretor executivo da TV Bahia desde 2012, João Gomes começou a carreira na área de telecomunicação, na antiga Telebahia. De lá foi convidado para integrar o time da afiliada da Rede Globo para montar a estrutura do escritório em São Paulo, onde ficou por dois anos. Em seguida, assumiu o marketing da TV e todas as empresas do grupo, que incluem jornal, rádios e o portal iBahia. Após nove meses de passagem pela Braskem, voltou para a TV Bahia e assumiu o atual cargo. De lá para cá, entendeu que o seu maior desafio, enquanto gestor, é não perder relevância diante da população, mesmo com um quadro em que a audiência derrapa e fica em segundo lugar, especialmente no horário do almoço. “Se eu retrato um caso de violência, não faço isso extenuando a situação daquela pessoa. Faço isso acompanhando os desdobramentos daquele caso. Não vamos trazer para o palco a violência, mas a violência é uma realidade social, tem que estar presente, pois faz parte. Porém, entrevistar o bandido não traz relevância para o telespectador, para a sociedade e nem para a solução do problema. Entrevistar muitas vezes o delegado que faz parte da operação e ficar muito tempo ali não é o ideal. A ideia é saber qual a história por trás, o que pode ser feito para mudar aquela situação. É como falar sobre o tema”. No papo, Gomes confessou não ter problema em admitir as derrotas no Ibope, mas reafirmou sua predominância no primeiro lugar, com 66% dos minutos em 2018. Disse estar satisfeito com o trabalho de Jéssica Senra e pontuou que consumir televisão é uma questão de hábito. Logo, trazer Zé Eduardo, que comanda o “Balanço Geral”, seu principal concorrente, nunca foi uma opção. “Em nenhum momento, porque não é por números de audiência que escolhemos alguém para trabalhar com a gente. É pela proposta. O conteúdo tem que estar ligado com aquilo que nos comprometemos a entregar. Agora nós temos muito mais perdas no horário do almoço do que vitórias. Mas como já disse outras vezes: celebro mesmo perdendo nos números se sairmos com a consciência de um bom trabalho de entrega para o telespectador”, reafirmou.

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