Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/

Coluna

Bahia de todos os sons!

Bahia de todos os sons!


Música é sempre algo muito interessante, ainda mais na Bahia, terra acostumada a uma diversidade de ritmos e sons sem fim. De forma amadora ou profissional, da música mais comercial a mais elitizada, nessa Bahia, em se plantando tudo dá.
 
E sendo essa terra de uma musicalidade tão grande, tão imensa e tão diversa, bons músicos precisariam também de um espaço para exercer e mostrar a sua versatilidade artística fora dos trios elétricos e palcos de axé da vida. Até por que tocando apenas na banda de um artista, nenhum músico consegue mostrar sua versatilidade, sejamos francos. 
 
E foi com essa crença de ver bons músicos - os quais, na sua maioria, tocam ou tocaram no cenário musical/comercial baiano - que resolvi pagar para ver um show do Bossa Jazz Club, em uma quarta-feira no Café Rubi do Hotel Sheraton (antigo Hotel da Bahia no Campo Grande), movido por uma chamada que vi no Prime Offer, site parceiro do Bahia Notícias.
 
Não vou mentir: fui mais pela curiosidade do que pela certeza, pois, no fundo, achava que seria mais um show de músicos sem expressão, na pegada daqueles que ficam tocando para um monte de gente que não entende nada de música, mas ficam com cara de paisagem, olhando para o horizonte com a expressão distante para dizer que está entendendo o som, quando não está entendendo nada.
 
E com esse conceito prévio cheguei ao hotel já pensando que tinha entrado em uma roubada, que pagaria caro por um show barato e que teria que ficar até o final, querendo ou não. Na entrada, já uma boa surpresa. Encontro uma das figuras baianas mais importantes do cenário cultural e artístico musical da Bahia nos últimos trinta anos: o produtor musical Roberto Santana, que também - ao que entendi - tinha ido ver o show convidado pelos organizadores ou pelos músicos, algo assim.
 
Uma das primeiras coisas que você repara em um lugar como esse, ainda mais sendo um grande hotel, é se os valores de bebida são justos e se os preços estão dentro do esperado. Até porque o que normalmente se vê em um grande hotel como o Sheraton é que esses valores sejam os olhos da cara. Mas, por incrível que pareça, tudo estava dentro de preços aplicados no mercado, em festas e eventos afora.
 
Na entrada do pequeno teatro recebo um folder que já me deixou menos preocupado, pelo naipe dos músicos que tocariam naquela noite. Joatan Nascimento (trompete), Paulinho Andrade (saxofone), Luizinho Assis (piano/teclado), Victor Brasil (bateria), Ivan Huol e Ricardo Augusto foram as feras que me foram apresentadas naquela noite. Foi quando percebi que a brincadeira era séria.
 
A noite começou com “Samba de Verão”, de Marcos Valle, onde todos solaram, tendo como pano principal Joatan Nascimento, enveredando por “Stella by Starlight”, de Ray Charles, e “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim. Variando sempre entre a bossa nova e o jazz, com um pequeno intervalo de 15 minutos, passei uma hora e meia super agradável.
 
Poderia passar dois textos falando do repertório e a importância de cada música no mundo musical, como, por exemplo, Thelonious Monk, Duke Ellington e por aí vai. Mas, o mais importante nisso tudo, foi saber que existe música além do mercado comercial que vivemos, e saber que as noites de quarta-feira agora podem ser mais agradáveis e divertidas.


Luis Ganem
Twitter: @luis_ganem