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Portuguesa rebate Vitória sobre Renê: “Inadimplência começou em setembro”

Por Redação

Portuguesa rebate Vitória sobre Renê: “Inadimplência começou em setembro”
Foto: Reprodução/Instagram/@portuguesaoficial

A Portuguesa rebateu as declarações do presidente do Vitória, Fábio Mota, sobre a situação do atacante Renê, que motivou uma reclamação do clube paulista na Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). A Lusa afirma que o Rubro-Negro tem uma dívida de R$ 2,279 milhões referente à contratação do jogador.

 

Ao ge, a Portuguesa informou que uma pendência anterior envolvendo o meia Daniel Júnior foi resolvida durante a negociação de Renê com o Vitória. Segundo a diretoria do clube paulista, R$ 625 mil referentes às parcelas de Daniel Júnior, vencidas entre junho e outubro deste ano, foram abatidos de uma parcela de R$ 904 mil que o Leão deve pagar pela contratação do atacante no próximo dia 1º de novembro.

 

A Lusa ressaltou que as parcelas restantes relacionadas a Daniel Júnior, no valor de R$ 125 mil cada, seguem o cronograma estabelecido entre os clubes e serão pagas entre novembro deste ano e abril de 2027. Dessa forma, segundo a Portuguesa, não há parcelas vencidas referentes à negociação do meia.

 

De acordo com a versão da Portuguesa, o Vitória recebeu uma notificação extrajudicial em 2 de outubro, após descumprir novas previsões de pagamento. Depois de uma nova promessa não cumprida pelo clube baiano, a equipe paulista apresentou uma reclamação à ANRESF no dia 14 de outubro.

 

O clube também contestou a justificativa apresentada por Fábio Mota sobre as restrições às casas de apostas esportivas. Segundo a Portuguesa, a proibição mencionada pelo dirigente em 25 de setembro ocorreu depois do início da inadimplência, configurada em 1º de setembro.

 

A Lusa afirmou ainda que não recebeu uma nova proposta formal do Vitória para estabelecer outro acordo de pagamento.

 

VERSÃO DO VITÓRIA

Na última segunda-feira (19), após o empate por 1 a 1 com o Coritnhians, o presidente do Vitória, Fábio Mota, afirmou que não há respaldo legal para impedir Renê de atuar pelo Vitória. O presidente rubro-negro também declarou que o clube não havia sido notificado sobre a reclamação apresentada pela Portuguesa.

 

“Não existe. Se fosse assim, metade dos jogadores de três ou quatro equipes não estariam em campo. O Vitória sequer foi notificado dessa ação da Portuguesa na agência. Não tem respaldo legal para o jogador não jogar. Deveria ter, mas não tem”, afirmou o dirigente.

 

O dirigente ainda explicou o impacto da crise envolvendo as casas de apostas no Brasil sobre o Vitória, que tem a Bet 7K como patrocinadora máster. Segundo Fábio Mota, o clube sofreu uma perda mensal de R$ 3 milhões com a situação, o que afetou o planejamento financeiro da temporada.

 

“A crise das bets pegou o Vitória em cheio. O clube perde R$ 3 milhões por mês, o que é muito difícil. Vamos esperar o fim do Campeonato Brasileiro para ver o que vai acontecer. A gente tinha um planejamento de R$ 45 milhões e precisou se reorganizar sem esse dinheiro”, afirmou.

 

Em nota, a Portuguesa defendeu que a adoção de uma medida que impeça a escalação de jogadores em situações semelhantes teria caráter exemplar e contribuiria para o cumprimento das obrigações financeiras dos clubes, fortalecendo o fair play financeiro no futebol brasileiro.

 

Artilheiro do Vitória na temporada, com 17 gols em 38 jogos, sendo 10 pela Série A, Renê está fora do próximo compromisso rubro-negro. O atacante cumprirá suspensão pelo acúmulo de cartões amarelos e não enfrentará o Athletico-PR neste sábado (24), às 16h30, no Barradão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

Com isso, Renê poderá retornar à equipe no duelo contra o Coritiba, no próximo sábado (31), no Couto Pereira, pela 33ª rodada da competição.