Diretor de scouting do Vitória detalha mercado e explica perfil de contratações: "Buscamos atletas com 'fome'"
Recém-campeão da Copa do Nordeste e após encerrar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026 com a sua segunda melhor pontuação na história dos pontos corridos, o Vitória reforçou trajetória de reconstrução iniciada em 2022. Naquele ano, ainda na Série C e já sob a presidência de Fábio Mota, o Rubro-Negro conviveu com o risco de rebaixamento para a Série D, mas protagonizou uma reação marcante na reta final da competição e conquistou o acesso mesmo após chegar a ter apenas 2,6% de chance de classificação à segunda fase.
O movimento de retomada ganhou força em 2023, quando o Leão conquistou o título da Série B e retornou à elite do futebol brasileiro após seis anos. Agora, buscando se firmar na Série A com um dos menores orçamentos da competição, o clube trabalha para criar condições de se consolidar entre os principais times do país.
A temporada atual marca o terceiro ano consecutivo do Leão na Série A, e a conquista da Copa do Nordeste encerrou um jejum de 16 anos sem o título regional. No Campeonato Brasileiro, o Rubro-Negro fechou o primeiro turno na 11ª colocação e na Copa do Brasil conseguiu uma classificação histórica às oitavas de final ao eliminar o favorito Flamengo. Os resultados dentro de campo refletem parte desse processo, mas a evolução do clube passa pelos bastidores, especialmente pela reformulação e estruturação do departamento de mercado e scout.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, Rodrigo Carvalho, diretor de scouting do Vitória desde o fim de 2024 e com saída já anunciada para assumir a análise de mercado da América Latina no Crystal Palace, da Inglaterra, detalhou como foi a estruturação do departamento e revelou como funciona o processo de tomada de decisões entre scout, comissão técnica e diretoria na busca por reforços.
Após duas temporadas marcadas por uma ampla reformulação do elenco, o Vitória mudou a estratégia de mercado em 2026 e passou a priorizar a manutenção de uma base mais consolidada. Na primeira janela da temporada, o Rubro-Negro contratou 14 jogadores, metade do número registrado em 2024 e 2025, quando realizou 28 contratações em cada ano.
A redução no volume de reforços representou a valorização dos atletas que permaneceram no clube e chegadas voltadas para necessidades pontuais do elenco. Jogadores como Lucas Arcanjo, Baralhas, Erick, Ramon e Renato Kayzer permaneceram na equipe, enquanto as contratações passaram a ser mais contundentes, com nomes que rapidamente assumiram importância, como Cacá e Luan Cândido, atuais titulares da defesa; Nathan Mendes, dono da lateral direita até sofrer grave lesão na semifinal da Copa do Nordeste; além de Diego Tarzia e Renê, peças importantes na campanha do título da Copa do Nordeste.
Em sua passagem pelo Leão, Rodrigo Carvalho participou do planejamento de diferentes janelas de transferências e esteve envolvido em mais de 40 contratações. Na conversa com o BN, o profissional explicou como eram definidos os perfis dos reforços, elogiou os analistas Ítalo Amorim e Ícaro Bispo, que, segundo ele, têm "totais condições de seguir o trabalho", relembrou os desafios de montar um elenco competitivo com limitações financeiras e projetou os próximos passos da carreira na Premier League. Confira a entrevista completa aqui.
