STJD define penas para Fábio Mota e Erick e absolve Jair Ventura; saiba mais
Em audiência realizada nesta quinta-feira (30), pela 3ª Comissão Disciplinar de Justiça Desportiva (STJD), o presidente do Vitória, Fábio Mota, o técnico Jair Ventura e o atacante Erick foram julgados pelas reclamações contra a arbitragem após a derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, pela 13ª rodada da Série A.
O STJD absolveu o técnico Jair Ventura, mas puniu Fábio Mota e Erick. O dirigente rubro-negro pegou 30 jogos de suspensão enquanto o atacante foi suspenso por dois jogos. A decisão cabe recurso. Desta forma, Erick e Fábio Mota só poderão estar neste sábado (2), quando o Vitória enfrenta o Coiritba, pela 14ª rodada da Série A, se conseguirem efeito suspensivo.
Os três foram enquadrados no artigo 258, parágrafo segundo, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que versa sobre "desrespeitar os embros da equipe de arbitragem ou reclamar desrespeitorasamente contra suas decisões".
RELEMBRE
Após o jogo diante do Athletico, Erick afirmou que o Vitória foi “roubado de novo”, em alusão também ao duelo contra o Flamengo. Jair Ventura declarou que o episódio “vai acabar em pizza”, e Fábio Mota classificou a atuação da arbitragem como um “escândalo”, "absurdo" e criticou os critérios adotados pela arbitragem.
No julgamento desta quinta, Fábio Mota se defendeu afirmando que sua fala não foi desrespeitosa, mas uma cobrança por critérios mais claros da arbitragem. O dirigente criticou a falta de uniformidade e disse que o clube foi prejudicado em sequência.
“Não houve desrespeito, foi uma reivindicação. Falta uniformidade nas decisões, lances parecidos recebem interpretações diferentes e isso prejudica os clubes. Tivemos erros reconhecidos em jogos seguidos e, mesmo assim, nada foi feito. Os resultados não voltam e não há consequência prática”, afirmou.
Já Erick admitiu que foi “infeliz” ao declarar que o Vitória havia sido roubado após o jogo contra o Athletico, explicando que falou no calor do momento e sem intenção de acusar diretamente a arbitragem.
“Fui infeliz na minha fala depois do jogo, estava exaltado, no calor da partida. Tenho muitos jogos na carreira e nunca passei por isso. Não quis chamar o árbitro de ladrão, apenas quis dizer que fomos prejudicados pelas decisões”, disse.
Por fim, Jair Ventura afirmou que não houve desrespeito ao usar a expressão “acabar em pizza”, destacando que se referia à falta de consequências mesmo após o reconhecimento de erros.
“Usei um jargão popular. A própria comissão reconheceu erros nos jogos, mas não houve nenhuma consequência. Os pontos não voltam, não há mudança prática. Quando o erro é admitido e nada acontece, isso acaba em pizza. Foi isso que eu quis dizer, sem desrespeito”, concluiu.
