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Citado em operação, Zeca pede regulação de apostas entre jogadores

Por Nuno Krause

Citado em operação, Zeca pede regulação de apostas entre jogadores
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Citado na Operação Penalidade Máxima II, o lateral-direito Zeca, do Vitória, comentou nesta segunda-feira (22) sobre o escândalo envolvendo apostas esportivas revelado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). O jogador, que já declarou não ter aceitado participar do esquema, pede que haja uma regulação das apostas entre jogadores no Brasil.

 

"Eu estava nos Estados unidos e a MLS (Major League Soccer) usa muito a cláusula de contrato. Havia uma cláusula que não podia fazer aposta. Não estou falando de manipulação, estou falando de aposta. Tinha punição, por isso não acontece lá. [Aqui no Brasil] Tem que fazer algo em contrato, que vai pesar na carreira, no bolso. Sugerir algo que ajude a colocar uma cláusula ou uma punição maior. Tem que ter algo da autoridade maior, não só da polícia, mas também da CBF, que vai mudar as coisas", afirmou o atleta, em entrevista coletiva. 

 

De fato, a Liga de futebol norte-americano não permite que seus atletas realizem apostas esportivas. No fim da temporada 2021, por exemplo, o jogador Felipe Hernández, do Sporting Kansas City, foi suspenso após uma apuração independente apontar que o atleta realizou apostas em dois jogos da competição.

 

No último dia 10 de maio, o jornal O Globo, que teve acesso aos registros da investigação da Penalidade Máxima, divulgou prints de mensagens que mostram que o jogador foi abordado por Bruno Lopez de Moura, indicado como o chefe do esquema.

 

O contato ocorreu quando Zeca defendia o Houston Dynamo, dos Estados Unidos (EUA). Bruno Lopez ofereceu R$ 70 mil para que o lateral tomasse um cartão amarelo no próximo jogo do time, ao passo que o atleta respondeu que não atuaria na partida.

 

"Vi que vazou o print de uma conversa. Realmente teve essa conversa. A pessoa me chamou no Whatsapp. Eu achei que era até coisa de empresário ou clube interessado. Me pegou de surpresa com essa mensagem infeliz. Eu disse que não ia jogar justamente porque queria desconversar para não ter esse tipo de conversa e acabar ali o papo. Quis desconversar para não ter mais contato com esse tipo de pessoa e situação", disse Zeca, em seu posicionamento à época.

 

O Vitória entendeu que ainda não há indícios suficientes para afastar o jogador, que segue como o capitão.

 


Após o escândalo, a CBF enviou ofício à Presidência da República e ao Ministerio da Justiça solicitando que a Polícia Federal entre nas investigações de manipulação de apostas esportivas com o objetivo de centralizar todas as informações a respeito dos casos. 

 

Líder da Série B, o Leão voltará a campo nesta quarta-feira (24), às 19h, no Barradão, para enfrentar o CRB, pela 8ª rodada do certame.