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Visando Série B, preparador físico do Vitória diz que elenco precisava de descanso: "Atleta não é máquina"

Por Nuno Krause

Visando Série B, preparador físico do Vitória diz que elenco precisava de descanso: "Atleta não é máquina"
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Com foco total na preparação para a Série B do Campeonato Brasileiro, o preparador físico do Vitória, Diego Kami Mura, disse, nesta terça-feira (21), que o elenco ansiava por um descanso. Eliminado do Campeonato Baiano, da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil, o time principal do Leão só voltará a jogar na estreia da Segundona, marcada para começar em 14 de abril. 

 

"Eram muitos jogos quando chegamos [10 de fevereiro]. Sabemos que foram quase dois meses de jogos em cima de jogos. Há um desgaste normal. O atleta não é máquina. Tem dor, incômodo, pressão externa, o fator mental, que é muito importante. Chegamos quando o estresse mental estava tão maior do que o físico (...) Todo mundo queria participar das finais. Só que, infelizmente, futebol tem dessas situações. É sempre olhar para frente. A partir das eliminações, passamos a ter tempo para trabalhar. Essa intertemporada é pensando no longo da competição da Série B. É um campeonato complicado do ponto de vista da logística", explicou, em entrevista coletiva. 

 

Nas duas últimas semanas, o Rubro-Negro tem feito um trabalho exclusivo visando o preparo físico dos atletas. Na visão de Kami Mura, diante do calendário do futebol brasileiro, apenas grandes elencos conseguem resistir à maratona de jogos. 

 

"Se olharmos para o calendário brasileiro, quem tem grandes elencos consegue suportar pelo rodízio. Agora, quem precisa estar sempre vencendo, pontuando, acaba tendo uma dificuldade", destacou. 

 

Questionado sobre os dois dias de recuperação após os jogos, prática que ocorria antes da chegada da comissão de Léo Condé, o preparador pontuou que as estratégias serão realizadas de acordo com cada situação. 

 

"É muito variável de acordo com a semana que a gente tem. Dependendo do jogo, se é daqui a três dias ou uma semana, entramos com estratégias de recovery. Nem sempre é na sala de musculação, ou na piscina, pode ser feito no campo. Ativação com o treinador. Às vezes até o regenerativo é feito com Léo [Condé], preparando já para o jogo na sequência. Se temos uma semana aberta, pensamos em outras estratégias", ponderou. 

 

Além disso, ele explicou que faz um trabalho individualizado com os atletas. "Hoje não tem como olharmos as características físicas de forma geral. Tem uma base que fazemos para todo atleta de futebol, mas há as peculiaridades, características físicas e de jogo. O que um lateral precisa, o que um atacante precisa, e eles têm variáveis. O atacante corre de uma forma, o zagueiro de outra, o volante de outra", disse. 

 

O Vitória segue sua semana de treinamentos no CT Manoel Pontes Tanajura.