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Dinei comemora acesso com o Vitória no fim da carreira e quer seguir trabalhando com futebol

Por Glauber Guerra / Nuno Krause

Dinei comemora acesso com o Vitória no fim da carreira e quer seguir trabalhando com futebol
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Aposentado desde o dia 24 de setembro, o atacante Dinei, ídolo do Vitória, comemorou o fato de o acesso do Leão para a Série B do Campeonato Brasileiro ter sido seu último feito conquistado. Nesta quinta-feira (6), o agora ex-jogador concedeu entrevista ao Bahia Notícias, em live no YouTube. 

 

"Feliz de ter conseguido o acesso com o Vitória. Foi importante ter encerrado a minha carreira com felicidade (...) Foi um dos melhores grupos que eu participei, com um poder de superação incrível. Vai ficar marcado por tudo o que passamos", destacou. 

 

Dinei deve permanecer trabalhando com o futebol, mas fora das quatro linhas. Pelo menos é isso o que deseja a partir do próximo ano. Vitória e Jacuipense, os dois últimos clubes pelos quais passou, são a prioridade. 

 

"Estou ainda pensando. Por causa da Copa do Mundo, tivemos férias longas. Estou pensando nelas. A ficha ainda não caiu. Em janeiro, quando o pessoal voltar e eu não, acho que vai cair a ficha. É voltar no futebol. Sou um atleta e não devo sair, mas vou conversar com Adalberto para ver o que podemos fazer", revelou. 


Foto: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

 

Com uma lesão no ligamento do joelho direito, Dinei quase parou de jogar no fim de 2021. No entanto, com o Vitória na Série C, fez questão de voltar. 

 

"O pessoal da fisioterapia, os familiares, me ajudaram bastante. E também não poderia parar dessa forma, com uma lesão, não poder dar alegria à equipe que me trouxe de volta, que foi o Vitória. Meu sonho era encerrar minha carreira aqui. Por isso decidi voltar neste ano", contou. 

 

Em 177 jogos pelo Vitória, Dinei marcou 53 gols. Foram três passagens no time rubro-negro: 2008, 2012 a 2014 e 2021 a 2022. Nesta última, quem o trouxe foi o ex-presidente Paulo Carneiro, destituído da função por gestão temerária (lembre aqui). 

 

E a negociação envolveu bastante polêmica, já que, antes de contratá-lo, Carneiro havia dito que o jogador já estava em fim de carreira e não valia à pena para o Vitória (confira aqui). O fato não abalou Dinei, que à época jogava pelo Jacuipense. 

 

"No meu ponto de vista, eu sempre tento mostrar meu futebol em campo. Sabia que ele não queria me contratar, que foi pelo apoio do torcedor. Pelos jogos que eu fiz pelo Jacuipense, acho que ele deu o braço a torcer. Tinha jogos que ele até falava: não sabia que você corria tanto assim, se não tinha te contratado antes. No jogo contra o Inter [pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 2021, quando o Leão se classificou vencendo por 3 a 1 no Beira-Rio], ele disse: você pagou sua contratação. Mas eu procurava fazer em campo, sabia que eu tinha bola para jogar ainda. No Jacuipense consegui ser um dos melhores atacantes do Campeonato Baiano, sabia que poderia voltar e encerrar minha carreira no Vitória", disse o atacante. 

 

Ainda sobre Paulo Carneiro, Dinei comentou o quanto o ambiente político pelo qual passou o Vitória no ano passado influenciou no mau desempenho do time, que acabou rebaixado para a Série C. 

 

"Se disser que não afeta vou estar mentindo. Quando o clube tem as coisas em ordem, o futebol vai se sair bem. Tentamos separar, infelizmente não deu no ano passado. A equipe acabou caindo de divisão. Afeta bastante. Fábio [Mota, atual presidente] entrou, está tentando ajeitar as coisas. Espero que ele consiga", pontuou. 

 

O momento seguiu ruim em 2022. O Vitória não se classificou para a semifinal do Campeonato Baiano, não participou da fase de grupos da Copa do Nordeste e começou mal a Série C. O time teve três técnicos, Dado Cavalcanti, Geninho e Fabiano Soares, antes de começar a engrenar com um velho conhecido da base: João Burse. 

 

"Professor Burse foi fundamental para a nossa arrancada. Um cara sensacional, que abraçou a causa, viu que nosso grupo tinha qualidade, jogadores experientes mesclados com os jovens. Os treinamentos dele eram fundamental, e cada um de nós tentou dar o máximo para sair dessa situação", destacou Dinei. 

 

Além de Burse, é claro, o ídolo comemorou o papel da torcida: "Nesse momento que estávamos passando, com dificuldade, a equipe com 2% para classificar, o torcedo abraçou a gente. Nos receberam antes da partida contra o Mirassol, sentimos que o torcedor estava do nosso lado. O torcedor mereceu esse acesso por tudo que fez por nós. O Barradão estava sempre lotado. Em uma Série C é difícil ter o estádio cheio. O recorde de público foi o nosso, e isso as equipes adversárias sentiam".

 

Outro elogiado foi o atual presidente Fábio Mota. "Ele é torcedor ferrenho do Vitória. Está sempre presente. Isso ajuda bastante os jogadores. Um cara que fala o que está pensando. Em um ponto é ruim, pelo fato de ser presidente e ter que passar tranquilidade, mas ele está aprendendo com todos e com certeza vai dar certo", avaliou Dinei. 


Foto: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

 

O atacante também teve passagens por Athletico Paranaense, Ferroviária, Noroeste, Americana, Celta de Vigo (Espanha), Tenerife (Espanha), Palmeiras, Kashima Antlers (Japão), Shonan Bellmare (Japão), Ventforet Kofu (Japão), Matsumoto Yamaga (Japão), Água Santa e Jacuipense.

 

A entrevista completa do ídolo do Leão você pode conferir aqui: