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Vitória não recolhe FGTS de funcionários desde 2019; clube pode ser punido

Por Glauber Guerra

Vitória não recolhe FGTS de funcionários desde 2019; clube pode ser punido
Foto: Ulisses Gama/ Bahia Notícias

O Vitória possui pendências no recolhimento do FTGS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) seus colaboradores. Segundo apurou o Bahia Notícias, o clube não deposita os valores desde 2019.

 

O débito se iniciou ainda no fim da gestão de Ricardo David, que deixou o clube em abril e aumentou consideravelmente no mandato de Paulo Carneiro. Ele está na presidência da agremiação desde o fim de abril de 2019. O débito total é de cerca R$ 1,5 milhão. Essa dívida não contabiliza atletas, somente funcionários.

 

 

Funcionários e ex-funcionários, que optaram em não terem seus nomes expostos, confirmaram a informação. 

 

O não pagamento do FGTS pode gerar multa ao Vitória. O clube também corre o risco de ser excluído do Profut. Esse programa concede parcelamento de impostos devidos à União em até 20 anos, além de reduzir 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais. 

 

O Bahia Notícias procurou Paulo Carneiro, presidente do Vitória, para dar a sua versão, mas não obteve sucesso até o fechamento da matéria. 

 

MP AJUDA CLUBES E EMPRESAS
Em relação aos meses de maio, junho, julho e agosto deste ano, o Vitória está dentro da lei, já que uma Medida Provisória (MP 1046/2021) decretada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 27 de abril permite ao empregador a possibilidade de suspender o recolhimento do FGTS em razão da crise financeira por conta da pandemia do coronavírus.