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Coordenador da base do Vitória revela projeto para criação de ‘academia de futebol’

Por Glauber Guerra

Coordenador da base do Vitória revela projeto para criação de ‘academia de futebol’
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

O Vitória está próximo de tirar do papel mais um projeto voltado para o público infanto-juvenil. Depois do “Vitória Cidadania”, que atende aproximadamente 300 crianças em estado de vulnerabilidade social em parceria com a Prefeitura de Salvador, o clube quer lançar um programa batizado de “academia de futebol”. De acordo com Carlos Anunciação, coordenador da base, o objetivo é entreter a gurizada e ao mesmo tempo aplicar conceitos do esporte. Falta apenas o ok do Ministério Público do Trabalho, já que um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com a agremiação estabelece uma idade mínima de 14 anos, para que o atleta possa ingressar nas categorias de base. Porém, a plataforma elaborada não tem o propósito de “garimpar” futuros jogadores.

 

“Temos um projeto pronto para desenvolver um trabalho de academia de futebol dentro do Vitória. Vamos apresentá-lo ao Ministério Público e assim que tivermos o ok vamos começar a trabalhar. A ideia é que a criança a partir de cinco anos possa vivenciar o clube. Junto com os pais, a criança vai realizar o sonho de ter a oportunidade de jogar futebol de uma fórmula lúdica. Será uma brincadeira de forma organizada. O objetivo é entreter. Não podemos tirar a brincadeira do jogo. O sonho da maioria das crianças é jogar no Vitória. E se ela fizer essas atividades recreativas vai realizar esse sonho. Aquelas crianças que entram em campo com os jogadores realizam um sonho. Dá para ver a alegria delas ao entrar em campo. A ideia é fazer atividades semanais com essas crianças. Abrir as portas do Vitória para que as crianças de Salvador possam participar de aulas e brincadeiras”, disse o dirigente em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Carlão ainda revelou que o clube está se reestruturando para ampliar parcerias com escolinhas de futebol, bem como reavaliando contratos em vigor.

 

“O Vitória está se reestruturando e montando vários projetos e parcerias, mas com pessoas sérias. Não podemos entregar a bandeira do Vitória para qualquer um. A bandeira do Vitória não pode ficar em qualquer lugar  e com pessoas que não tem credibilidade. O presidente Ricardo David, o vice-presidente Chico Salles e diretor jurídico Roberto Dantas estão avaliando isso de perto. Essa nova gestão que assumiu o clube em dezembro do ano passado identificou alguns pontos negativos nas parcerias e estamos reformulando tudo. Estamos apresentando uma metodologia de trabalho para aprimorar os professores e escolinhas”, destacou.

 

Em outubro, o Vitória vai promover a Copa Rubro-Negra no Complexo Barradão. A competição terá cerca de 40 escolinhas da região metropolitana de Salvador nas categorias fraldinha, infantil e juvenil.

 

“A Copa Rubro-Negra não tem nenhum clube. São apenas escolinhas de Salvador, Camaçari, Simões Filho e toda a região metropolitana. O Vitória vai abrir sua estrutura para essas escolinhas. A competição agrega garotos de 10, 11 e 12 anos. O objetivo da competição é vivenciar o conceito de jogo e brincar. Futebol é brincadeira. Só vira coisa séria quando é profissional”, pontuou.

 

Carlos Anunciação revelou como é a filosofia de trabalho do Vitória com as crianças. “Estamos preocupados com o que vamos oferecer para essas crianças. Não é só falar que ele vai ser jogador de futebol. Não podemos falar apenas que um menino de 10 anos vai para o Grêmio, Palmeiras, Internacional, São Paulo... Temos que nos preocupar com o dia a dia da criança. E o Vitória se preocupa. É preciso se envolver uma parceria com a família e fazer um trabalho como um todo. Esse trabalho tem que ser social, pedagógico... A gente não pode se preocupar só se o menino vai ser jogador de futebol. E aquele que não virar jogador? Vai ser o que no futuro? Então é preciso ter muito cuidado e dar tudo o suporte. E a gente faz isso”, finalizou.