Erasmo Damiani vê mercado escasso e classifica críticas como 'exageradas'
Gestor de futebol do Vitória, Erasmo Damiani admitiu dificuldades para encontrar peças de qualidade no “mercado da bola”. Para o cartola, o momento é escassez. Ele ainda revelou que chegou a acertar com alguns jogadores como Copete e Digão, do Santos e Cruzeiro, respectivamente, mas os clubes não liberaram.
“Como o mercado está escasso, qualquer jogador que entra na mira tem três, quatro clubes brigando. É o momento que o jogador tira o proveito. Ele vê que o clube oferece um pouco mais, questão financeira maior, tem a questão de escolha. Digão e Copete foram atletas não liberados pelo clube. Tínhamos acordos com os jogadores, tudo certo, fui para Belo Horizonte, almocei com o atleta, conversamos, apresentei o projeto do clube, mesma coisa com o Copete, apresentei o projeto. Mas às vezes o interesse do clube, que tem o atleta, assim como o Vitória às vezes vai tomar a decisão de não ceder o atleta que tem aqui. Outros nomes que foram citados foram por decisões do jogador e do seu staff. Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Renatinho no começo do ano. Renatinho fizemos a mesma oferta do Botafogo, o jogador decidiu ir para o Rio de Janeiro. Tem que respeitar. Às vezes a gente conversa com o staff do jogador, acerta com o staff, mas a decisão final é do atleta. Então tem esses nomes, bom ter citado esses nomes, às vezes parece que estamos sentados sem fazer nada”, disse, em entrevista coletiva.
Erasmo Damiani tem sido alvo de críticas por parte da torcida e imprensa, assim como a diretoria do Vitória. Para ele, essa avaliação tem sido exagerada.
“A cobrança existe em qualquer lugar. O Corinthians, até o jogo com a gente, era o melhor time do Brasil. Todo mundo enaltecia. A partir do momento que empatou com a gente, perdeu para o Atlético-MG, perdeu na Libertadores, começou o questionamento. Futebol vive nessa gangorra de resultados. A cobrança passa a ser normal. As pessoas que estão no outro lado às vezes não entendem. Acham que quem está desse lado vem aqui, simplesmente passa o dia e vai embora. Sem procurar, sem correr atrás das coisas. Muito pelo contrário. Futebol não tem dia, hora, descanso, não tem momento. Não dá para deixar as coisas para amanhã. O futebol é muito dinâmico. A cobrança é natural, mas, ao mesmo tempo, é muito cedo para uma cobrança tão grandiosa”, afirmou.
Erasmo Damiani assumiu o departamento de futebol em dezembro do ano passado, logo após a eleição de Ricardo David para a presidência do Vitória.
