Advogada do Vitória diz que Mancini pediu para fazer ‘cera’ no Ba-Vi
O técnico Vagner Mancini e o zagueiro Bruno Bispo estão sendo julgados pelo Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA), nesta sexta-feira (9). Eles foram absolvidos no primeiro julgamento do caso Ba-Vi após denúncias por ferirem a ética disciplinar e provocarem a suspensão do clássico do último dia 18. A advogada do Leão, Patrícia Saleão, disse que o treinador não pediu para que o atleta forçasse o segundo cartão amarelo para ser expulso e a partida ser encerrada, mas sim que atrasasse o recomeço do jogo. "Mancini jamais proferiu tais palavras. Ele pediu para o goleiro fazer cera e o vídeo demonstra isso. O vídeo demonstra que não há comunicação entre Ramon e Bruno. Não podemos aceitar essa prova pericial apresentada", defendeu a advogada durante a sessão. Sobre o zagueiro, de 21 anos, ela atribuiu a pouca experiência do atleta em chutar a bola antes da cobrança de uma falta a favor do Bahia, para que o jogo fosse paralisado por mais alguns minutos. "Bruno Bispo é um atleta jovem, de pouca experiência, estava em situação de pressão, foi uma partida complicada depois dos atos de violência", argumentou. O atleta foi punido com o amarelo e, em seguida, expulso pelo ato. Com um número insuficiente de jogadores do lado do Vitória, a partida foi encerrada prematuramente.
