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‘Caso Victor Ramos’: Internacional rebate denúncia da CBF

‘Caso Victor Ramos’: Internacional rebate denúncia da CBF
Daniel Cravo é advogado do Inter| Foto: Divulgação
A diretoria do Internacional se manifestou sobre a denúncia feita pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A entidade alegou uso de documento falso aos autos do processo contra o zagueiro Victor Ramos, do Vitória.  Segundo o departamento jurídico do Colorado, os e-mails anexados na petição foram obtidos com uma “fonte fidedigna” e que esteve envolvido na transação entre o Vitória e o Monterrey, do México.
 
"O Internacional recebeu estes documentos de uma fonte absolutamente fidedigna e adicionou aos autos. Não há dúvida da autenticidade dos documentos", disse Daniel Cravo, advogado do Internacional.

"A fonte tem ligação com partes envolvidas na própria transferência (...) O Internacional tem como comprovar, muito embora a questão da autenticidade esteja de forma sucinta na nota oficial da CBF. Não fica claro se há apontamento de que o Inter alterou o documento, a ordem deste documento. Como nada disso foi feito, o Internacional está tranquilo", completou. Cravo.

O causídico ainda pediu apuração exaustiva do caso.

"O Internacional está tão tranquilo com a situação que não só concorda como quer apuração exaustiva do caso. Inclusive ouvindo pessoas, apurando totalmente os fatos", disse Daniel Cravo.

Victor Ramos jogou na temporada passada no Palmeiras, cedido por empréstimo pelo Monterrey (MEX). Após o término de seu vínculo com o clube paulista, ele assinou com o Rubro-negro baiano. Porém, o procedimento tradicional seria o retorno do ITC (Certificado Internacional de Transferência, na sigla em inglês) para o México para depois gerar um novo empréstimo para um clube brasileiro.  No entanto, como a janela de transferências do país da América Central já havia sido fechada, o zagueiro foi registrado pelo Leão sem antes passar pelo detentor dos seus direitos econômicos. Isso fez com que a transação fosse considerada nacional e não internacional. Na época, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) questionou a CBF sobre a situação do atleta e recebeu o aval para registrá-lo.