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Procurador-geral do TJD-BA diz que Bahia induziu o STJD ao erro

Por Glauber Guerra

Procurador-geral do TJD-BA diz que Bahia induziu o STJD ao erro
Ruy João é procurador-geral do TJD-BA | Foto: Divulgação
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) foi induzido ao erro pelo Esporte Clube Bahia no "caso Victor Ramos" (saiba mais aqui) por suspender o duelo entre Juazeirense e Vitória, pela primeira partida da semifinal do Campeonato Baiano. A afirmação é de Ruy João, procurador-geral do TJD-BA.

“O Bahia ajuizou na segunda-feira um mandado de garantia ao STJD. Entre os vários argumentos que eles utilizaram, um deles é que o Flamengo de Guanambi já teria solicitado o parecer do procurador-geral, no caso eu, para revisar a decisão de Dr. Hélio Menezes. Isso não é verdade. O Flamengo de Guanambi só solicitou dias depois. O requerimento foi protocolado no TJD apenas quarta. Eu tinha até hoje para dar o meu parecer, mas dei ontem pelo arquivamento. O STJD levando em consideração as informações do Bahia entendeu que o prazo não foi cumprido. O que não é verdade. Não teve nada de irregular”, disse Ruy João, em entrevista ao Bahia Notícias.

Ainda segundo o integrante da corte baiana, a decisão pela realização da partida ficou a cargo do TJD-BA

“O STJD deixou nas mãos do presidente do TJD de manter ou não. Quem vai decidir se haverá partida ou não, é o Dr. Pedro Casali”, finalizou.

Entenda o caso:
O Bahia ingressou com um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar impugnar o ofício DRT 375/16, assinado pelo diretor de registro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Reynaldo Buzzoni, que afirmou que a transferência de Victor Ramos para o Vitória aconteceu em âmbito nacional. Apesar de pertencer ao Monterrey, do México, a CBF diz que a transação foi nacional, já que o ITC (Certificado de Transferência Internacional) não saiu do Brasil, após o término do empréstimo do defensor com o Palmeiras no fim do ano passado. Antes, o Flamengo de Guanambi  havia acionado TJD-BA, mas o caso foi arquivado por Ruy João, procurador-geral da corte baiana. O clube do interior sustente a tese que VR3 teria atuado irregularmente no revés para o Leão por 3 a 0, no dia 26 de março, no Barradão, pelas quartas de final do Campeonato Baiano.