Partida emocionante causa eliminação da Itália
Por Lucas Esteves
Foto: EFE

Cannavaro teve atuação vergonhosa na partida
Com o peso da camisa tetracampeã e defendendo o título, os italianos fizeram um papelão na África do Sul em 2010. Após uma derrota com traços de batalha, a Azurra deixou a Copa do Mundo em partida realizada em Johannesburgo nesta quinta (24). O algoz italiano foi a Eslováquia, que com puro heroísmo despachou os campeões por 3 x 2 e papou a última colocação do Grupo E, com 4 pontos, atrás do líder Paraguai.
No primeiro tempo, a crônica já vinha se anunciando, pois a Itália era incapaz de fazer uma simples jogada correta e, muitas vezes, nem passes elementares se completavam, o que irritava até mesmo o mais fanático pela seleção nacional. Sem nada a ver com isso, a Eslováquia lutava para, com seu próprio esforço, avançar às oitavas. E o esforço deu resultado aos 24min, quando De Rossi errou passe no campo de defesa e teve a bola roubada por Kucka, que rolou para Vitek chutar rasteiro e abrir o placar.
A Itália, já desestruturada, perdeu de vez as estribeiras, mas foi incapaz, tecnicamente, de reagir, pois estava presa na própria limitação. A solução seria guardada para a etapa final, após uma ducha de água fria para acalmar os ânimos e refazer as estratégias para o jogo. A decisão do técnico Marcelo Lippi foi uma só: ataque total. Entretanto, as alterações feitas pelo treinador não foram as melhores.
Ele colocou Di Natale no ataque para acompanhar Iaquinta e Pepe, mas o grande problema da seleção, a falta de criação no meio, continuou evidente. A entrada de Quagliarella também não adiantou. Só restava uma opção: a entrada do meia Andréa Pirlo, que chegou à África lesionado e foi para o sacrifício. A chegada do atleta melhorou um pouco o time, que se lançou completa e inconsequentemente ao ataque e, previsivelmente, tomou o segundo.
Hamsik chegou aos 28min ao lado direito da área italiana em contra-ataque e cruzou para Vitek, mal marcado por Chellini na pequena área, para deslocar Marchetti. O gol chegou pouco depois de uma bola polêmica na área eslovaca, que foi salva em cima da linha por Skrtel após chute de Quagliarella. Aparentemente, o jogo estava perdido, mas ainda havia muita emoção guardada.
Aos 35min, grande jogada de iaquinta, com toque de calcanhar, deixa Quagliarella de cara para o goleiro. O arremate foi imperfeito, mas a bola sobrou para Di Natale na esquerda, bastando apenas um toquinho para as redes. A Azurra continuou martelando novamente sem preocupação com a defesa e novamente foi punida pela irresponsabilidade. Após cobrança de lateral que atravessou toda a zaga italiana, Kopunek, que havia acabado de entrar, tocou com estilo aos 43min por cima do goleiro italiano e sacramentou o gol da classificação. Até aquele momento.
A itália, conhecida pela raça interminável, não desistiu e voltou ao ataque. Tanta pressão causou o segundo tento azul aos 46min, após mais um ataque. Com visão de jogo, Quagliarella chutou de fora da área e marcou um golaço. Com jogo marcado até os 49min, nada estava decidido.
Aos 48min, Quagliarella marcou mais um, mas estava impedido. E o gol da classificação italiana, que aconteceria com qualquer empate além de 0 x 0, foi inacreditavelmente perdido por Pepe, de cara com o goleiro. O lance fez desabar jogadores e torcida em campo e selou definitivamente o destino da Azurra no mundial.