Crise sem fim na França
Por Éder Ferrari
Os 2x0 aplicados pelo México foram o estopim para todas as intrigas internas na Seleção Francesa virem à tona. Primeiro, o atacante Nicolas Anelka foi cortado após se negar a pedir desculpas públicas por ter xingado o treinador Raymond Domenech. Em seguida, os meias Franck Ribéry e Yoann Gourcuff teriam discutido asperamente no vôo depois da partida com os mexicanos. O que foi negado por Ribéry. O clima fechou de vez nesse domingo (20).
Enquanto o capitão Patrice Evra conversava com Domenech no centro do campo de treinamento, a respeito do corte de Anelka – o grupo quer a reintegração do atacante -, o preparador físico, Robert Duverne, visivelmente enfurecido, partiu para cima do jogador, mas foi contido pela turma do deixa disso. O motivo seria a recusa dos atletas em treinar, enquanto o caso não fosse resolvido. Evra, que já havia levantado suspeitas sobre a presença de um “traidor” na delegação, seria o líder no motim. Após muita discusão, os jogadores voltaram para o ônibus e a atividade foi cancelada. Segundo alguns jornais franceses, os atletas não querem mais trabalhar com a comissão técnica. Em meio ao tumulto, o vice-presidente da Federação Francesa de Futebol, Jean-Louis Valentin, pediu demissão. A França, com poucas chances de classificação, enfrenta a África do Sul nesta terça-feira (22), precisando golear e ainda torcer para que haja vencedor no outro jogo do grupo, entre Uruguai e México. Caso os latinos empatem, franceses e sulafricanos estão fora.