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Em jogo movimentado, África e México empatam

Por Evilásio Júnior

Fotos: Jorge Zapata/EFE

Tshbalala fez gol e foi nome do jogo

 

Em um jogo movimentado, África do Sul e México empataram em 1x1 na estreia da Copa do Mundo de 2010. A partida, realizada no Estádio Soccer City, em Joanesburgo, foi marcada pela festa dos anfitriões, que entoavam suas vuvuzelas nas arquibancadas, e a disputa acirrada em campo. O primeiro tempo foi dominado pelos mexicanos, que proporcionaram um verdadeiro festival de gols perdidos. O lance mais perigoso foi o gol marcado pelo avançado Vela, aos 37min, que recebeu passe na cara da baliza, mas muito além da linha defensiva adversária. Apenas nos últimos minutos da etapa inicial os sulafricanos equilibraram o jogo e levaram perigo à meta do goleiro Oscar Perez.

 

O domínio temporário dos donos da casa, entretanto, aconteceu no início da fase complementar e foi sacramentado com o belo gol do atacante Tshabalala que, aos 9min, recebeu um preciso cruzamento da meia cancha e na entrada da área, pelo lado esquerdo, bateu cruzado e botou a jabulani no ângulo da meta de Perez, que ficou desolado sem ter o que fazer. A equipe norte-americana procurou tomar a iniciativa depois do tento, mas ainda assim as chances mais perigosas foram criadas pela África do Sul, sobretudo com a velocidade do nome do jogo Tshabalala. Tanto que aos 25min o atacante Parker, que acabara de entrar em lugar de Pienaar, foi deslocado na área pelo zagueiro Rodriguez. O juiz Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, entretanto, mandou seguir o lance.

 

 

A pressão mexicana só resultou em gol aos 33min quando, após lançamento do meia Guardado, o marcador Rafa Marquez apareceu como elemento surpresa na pequena área dos Bafana Bafana e balançou as redes do goleiro Khune. A partida seguiu como uma espécie de jogo de ataque contra defesa, mas a cada investida mexicana o seu sistema defensivo se mostrava frágil. No finalzinho da pelaja, aos 44min, por exemplo, o público quase ia ao delírio. O goleiro sulafricano, da sua meta, lançou o centro-avante Parker em profundidade, mas ele jogou a bola fracamente na trave, após a saída desesperada de Pérez.

 

No fim do embate, dois cartões amarelos para cada lado, igualdade no placar, mas a frustação mexicana, que teve mais chances, dominou a posse de bola (62% a 38%), mas por pouco não saiu derrotada pelo, teoricamente, time mais fraco do grupo A. Festa para os anfitriões, que foram além da sua expectativa e ganharam moral para os próximos confrontos. O técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira, sempre contido, comemorou efusivamente o resultado.