Hamilton quer adiar a aposentadoria para realiza desejo de correr na África
Por Redação
O piloto de Fórmula 1, Lewis Hamilton, anunciou nesta sexta-feira (23), o desejo de prolongar a carreira até 2030. Em entrevista antes do Grande Prêmio dos Estados Unidos, segundo o jornal britânico The Guardian, Hamilton afirmou que a vontade em permanecer na competição, se dá pelo fato da realização do Grande Prêmio da África, em Ruanda.
Aos 41 anos, o britânico demonstra interesse em manter o porte físico necessário para poder competir e seguir no grid. "Tenho que continuar lutando para tentar manter a forma física. Se ainda conseguir bons resultados no próximo ano, vamos continuar", declarou.
Hamilton sempre defendeu a realização de uma etapa na África, participando de conversas com os dirigentes em prol da viabilização do projeto. Por outro lado, as organizações de direitos humanos, criticam a escolha de Ruanda, afirmando que a decisão do local, nada mais é que um sportswashing, expressão usada para descrever o uso de eventos esportivos para melhorar a imagem de governos ou países diante de denúncias e controvérsias.
Em contraponto, Lewis reconhece os problemas sociais e políticos que o país enfrenta, mas defende que a realização da corrida seja acompanhada de maior atenção à história e à situação atual do continente africano."Ir até lá não significa negligenciar o que está acontecendo. Espero que mais pessoas comecem a se informar sobre o que acontece e sobre o que aconteceu durante centenas de anos", afirmou.
O contrato com a Ferrari vai até o fim de 2027, mas para competir na estreia do Grande Prêmio da África, o piloto precisaria continuar na categoria por pelo menos mais quatro ou cinco anos, dependendo da data do ínicio da prova. "Agora sou obrigado a ficar muito mais tempo porque teremos uma corrida na África, e esse sempre foi meu sonho: poder correr na África", confessou Hamilton.
