Secretário rebate críticas de Augusto Vasconcelos sobre novo Balbinão: "É muita cara de pau"
Por Redação
O secretário municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer de Salvador, Júnior Magalhães, rebateu nesta quinta-feira (22) as declarações do secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, sobre o modelo de funcionamento da Arena Multiuso Antônio Balbino, conhecida como novo Balbinão.
A manifestação ocorreu após Augusto abordar, em entrevista ao Bahia Notícias publicada nesta semana, a preocupação de federações esportivas com os custos de utilização do equipamento, construído pela Prefeitura de Salvador na Boca do Rio.
Em resposta, Magalhães criticou o governo estadual e atribuiu à gestão petista a responsabilidade pela demolição do antigo Ginásio Antônio Balbino, em 2010, sem a construção de uma estrutura equivalente nos anos seguintes.
“É muita cara de pau o governo do PT querer dar lição sobre investimento no esporte em Salvador. Foram eles que acabaram com o antigo Balbininho, deixaram a cidade quase 20 anos sem um equipamento à altura e nunca apresentaram uma solução concreta”, declarou o secretário municipal.
SECRETÁRIO DEFENDE ACESSO ÀS FEDERAÇÕES
Magalhães afirmou que a nova arena foi projetada para receber atividades de iniciação esportiva, competições de alto rendimento e grandes eventos. Segundo ele, todas as federações esportivas terão acesso ao equipamento, e o caráter multiuso amplia as possibilidades de utilização do espaço.
O secretário também contestou as preocupações relacionadas à elitização do esporte e citou investimentos municipais em mais de 150 arenas de grama sintética, além de programas como o Bolsa Atleta e a Ajuda de Custo, destinados ao incentivo de esportistas.
“Falar em elitização do esporte para atacar a Prefeitura de Salvador é desconhecer completamente o que estamos fazendo na cidade”, afirmou.
A divergência entre os secretários evidencia o debate sobre o modelo de funcionamento do novo Balbinão, especialmente em relação aos custos de utilização e às condições de acesso das federações. Enquanto Augusto Vasconcelos manifestou preocupação com as despesas para uso da estrutura, Júnior Magalhães defendeu os investimentos municipais e rebateu as críticas ao projeto.
