Lula revela preocupação com dívida do Corinthians e sugere plano para quitar débito
Por Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou estar preocupado com a dívida do estádio do Corinthians, time do coração do mandatário. Em entrevista ao podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16), Lula revelou ter conversado com pessoas da Caixa Econômica Federal sobre débito do time paulista com o banco.
"Eu estou preocupado com o Corinthians. Esses dias eu estava falando com a Caixa Econômica. Você sabe que o Corinthians pegou 400 milhões emprestados para fazer o estádio. Já pagou R$ 1,075 bilhão e ainda deve R$ 600 milhõeshões. Eu falei para o cara da Caixa: 'Que loucura é essa?' É por conta do juros", disse.
Entre as possiblidades para "ajudar" o Timão com a dívida, o presidente sugeriu pegar a a Fazendinha (estádio que abriga treinos e jogos das categorias de base, além de partidas de futebol feminino), para fazer um convênio com o setor imobiliário para pagar as dívidas.
""Mas eu estou tentando ajudar o Corinthians. Agora eu falei para o presidente da Caixa (Carlos Antônio Vieira Fernandes) propor uma coisa nova para o Corinthians: pega a Fazendinha, o velho Parque São Jorge, faz um convênio com o setor imobiliário e venda aquilo para pagar a dívida", completou.
DÍVIDA DO CORINTHIANS
Nos últimos anos o Corinthians vinculou a sua imagem a ser um clube com dívidas. Segundo o presidente da entidade, Osmar Stabile, anunciou que a dívida da equipe chega a R$ 2,8 bilhões.
"A dívida é de R$ 2,8 bilhões. No Corinthians, dá para a gente fazer um trabalho de redução de custos, estamos fazendo em todos os departamentos. Fizemos no futsal, no basquete...a gente não está mais levando dinheiro do futebol para o clube social. Nós diminuímos esse fluxo de dinheiro que vinha. Nós temos vários contratos que vão vencer no fim do ano, que a gente tem que manter o time competitivo, mas não podemos gastar mais do que arrecadamos", afirmou Stabile.
O presidente ainda explicou que espera resolver equilibrar gastos e arrecadação, devido aos juros embutidos. "Um dos grandes problemas nosso é o que pagamos para a Caixa. No ano passado, pagamos R$ 120 milhões mais R$ 42 milhões da vaquinha. Neste ano, nós pagamos R$ 52 milhões, e nós temos um fundo de reserva de mais de R$ 27 milhões. Então, a gente resolvendo isso, a gente passa a diminuir gastos e trazer mais resultados ao Corinthians", explicou.
Outro ponto levantado pelo mandatário alvinegro, está os transfer bans (punição administrativa que proíbe um clube de registrar ou inscrever novos jogadores) que o clube acumula, além de juros que estão em atraso.
"Entre transfer bans e impostos que estavam atrasados, gastamos R$ 170 milhões. Pagamos R$ 52 milhões mais esses R$ 27 milhões de fundo de reserva, então foram R$ 250 milhões que tivemos que pagar. É uma dificuldade enorme. Se não fosse transfer ban, fechava em zero a zero. Temos mais R$ 21 milhões de transfer ban para pagar durante o ano", finalizou Stabile, em entrevista à Rádio Energia 97 FM.
