Ex-Vitória, Neílton revela ter enfrentado problemas com saúde mental para retomar carreira: “Fiquei mal de cabeça”
Por Redação
Ex-atacante do Vitória, Neilton, de 32 anos, vive uma nova fase profissional nos Estados Unidos, onde também atua como empresário. Após interromper a carreira para cuidar da saúde mental, o jogador afirmou que não pretende se aposentar e planeja voltar aos gramados em 2027. Ele já tem um acordo encaminhado com um clube dos Estados Unidos. O atleta revelou detalhes de seus desafios nos últimos de carreira em uma entrevista para o Ge.
A última partida profissional de Neilton foi em fevereiro de 2025, quando o Água Santa perdeu por 3 a 1 para o Santos, pelo Campeonato Paulista. Na competição, o atacante marcou um gol em sete jogos. Desde então, recusou propostas de clubes das Séries B e C e optou por uma pausa para cuidar da vida pessoal e emocional.
"Aposentado ainda não. Eu passei um momento muito difícil em 2025. Fiquei um pouco mal de cabeça devido a algumas situações que eu tive durante a carreira, principalmente lá no Sport, enfim. Preferi me cuidar um pouco. Me cuidar mentalmente e tudo mais. No futebol, depois que você perde um pouco de mercado de Série A, do time de ponta de Série B, acaba ficando muito mais difícil. Também preferi dar um passo para trás, pensar no meu futuro, construir algumas coisas pessoais", disse o atacante.
Neilton contou que o apoio da esposa, familiares e amigos foi fundamental durante o período afastado do futebol. "Como falei, estava mal de cabeça por causa do futebol. Eu sempre joguei futebol por prazer, mas esses últimos anos o futebol mudou e meio que inverteu. Vinha sendo um ponto de estresse para mim". Campeão brasileiro pelo Cruzeiro, em 2014, e da Série B pelo Botafogo, em 2016, o jogador também teve passagens pelo São Paulo, Internacional e Santos, clube onde iniciou sua carreira profissional.
"Então, essa também foi a chave de eu falar: "Deixa eu pisar um pouco aqui no freio, deixa eu pensar na minha saúde mental primeiro, deixa eu resolver minha vida?" E pensar em coisas além do futebol, além daquele dia a dia, aquele estresse que a gente vive. Isso me fez melhorar bastante. Sou muito grato às pessoas que estavam do meu lado, minha esposa, minha família, meus amigos, que me abraçaram, me entenderam e mostraram para mim que estavam comigo independente da situação que eu vivesse, independente do clube que eu estava. E isso me ajudou bastante", completou.
