Clube da Itália proíbe cabeceios para atletas da categoria sub-10
Por Redação
O clube italiano Como 1907 proibiu o jogo aéreo, popularmente conhecido como cabeceio, para os atletas menores de 10 anos. Segundo o clube, a ideia foi implementada no centro de formação para “reduzir os impactos de cabeça evitáveis, apoiar o bem-estar dos jogadores e incentivar um melhor desenvolvimento técnico a longo prazo”.
“As mudanças refletem uma ideia simples: proteger os jovens jogadores primeiro, depois ensinar a habilidade de forma controlada quando eles estiverem prontos. Nas idades mais jovens, o foco será ter mais tempo com a bola, mais tomada de decisão, mais tempo de jogo eficaz e um caminho claro que constrói confiança e técnica passo a passo”, comunicou o clube.
O programa inclui a proibição de cabecear em torneios e partidas, seja em escanteios ou cruzamentos, para os menores de 10 anos. As mesmas restrições se aplicam aos menores de 11 anos, que poderão iniciar o jogo de cabeça no final da temporada com uma bola específica de borracha, e não com a de couro.
Projetando uma adaptação progressiva, as categorias de idade superior se familiarizarão aos poucos com o jogo aéreo, tendo um número de finalizações de cabeça limitado por sessão e evitando o uso de bolas muito cheias. A ideia parte de uma preocupação vinculada às consequências do jogo aéreo repetido e ao risco de concussões.
A medida não é exclusiva do futebol italiano. Países como Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda eliminaram o jogo de cabeça em treinamentos para equipes de menores de 12 anos. Estendendo a medida a outros esportes, modalidades como o rúgbi e o basquete também se enquadram nessa preocupação.
