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EUA almejam sediar novo Mundial de Clubes em 2029, mas Brasil também entra na disputa

Por Redação

EUA almejam sediar novo Mundial de Clubes em 2029, mas Brasil também entra na disputa
Foto: Reprodução / YouTube / Fifa

Os Estados Unidos querem transformar o sucesso comercial da Copa do Mundo de 2026 em novo ativo para o calendário da Fifa. Depois de receberem a primeira edição ampliada do Mundial de Clubes, em 2025, os norte-americanos manifestaram interesse em sediar novamente a competição em 2029.

 

A informação é do jornal britânico The Guardian. Segundo a publicação, a Fifa já manteve conversas com autoridades dos Estados Unidos sobre a possibilidade, embora o processo oficial de candidatura ainda não tenha sido aberto.

 

O interesse americano surge em um momento favorável para a relação entre o país e a entidade. A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá, bateu recordes comerciais. A Fifa vendeu 6,5 milhões de ingressos e deve superar a meta de receita de US$ 11 bilhões, cerca de R$ 56,3 bilhões.

 

Além da infraestrutura já testada em competições recentes, os Estados Unidos oferecem à Fifa um mercado de alto retorno financeiro, com estádios de grande capacidade, forte presença de patrocinadores e potencial de expansão do futebol.

 

O caminho, no entanto, não está livre. O Brasil também manifestou interesse em sediar o Mundial de Clubes de 2029. A CBF já comunicou à Fifa o desejo de receber a competição, em um movimento que busca aproveitar a tradição do país no futebol e a experiência de organização de grandes eventos.

 

O Catar é outro interessado. O país recebeu a Copa do Mundo de 2022 e avalia a possibilidade de voltar a abrigar um torneio da Fifa, embora questões de calendário e clima possam pesar em uma eventual candidatura.

 

Havia expectativa de que a edição de 2029 pudesse ser entregue a países envolvidos na organização da Copa do Mundo de 2030, especialmente Espanha e Marrocos. A movimentação dos Estados Unidos, porém, recoloca o país no centro da disputa.

 

A relação próxima entre a Fifa e o governo norte-americano também virou tema durante a Copa de 2026. Um dos episódios mais discutidos foi o caso Folarin Balogun, quando Donald Trump afirmou ter pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão da expulsão do atacante dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina. A entidade suspendeu a punição automática e liberou o jogador para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.

 

O episódio gerou críticas de federações europeias e da Uefa, mas também evidenciou o canal direto entre a Fifa e a Casa Branca. Para a escolha de uma nova sede, esse ambiente político pode ter peso nos bastidores.

 

A Fifa ainda não anunciou o cronograma oficial nem os critérios de escolha da sede do Mundial de Clubes de 2029. A decisão é esperada para o próximo ano, provavelmente depois da eleição presidencial da entidade, marcada para abril.

 

A edição de 2025 foi entregue aos Estados Unidos sem um processo formal de candidatura. Na época, a escolha foi aprovada por unanimidade pelo Conselho da Fifa, em junho de 2023, como parte da implantação do novo formato ampliado do torneio.

 

Para 2029, a tendência é que a competição volte a crescer. A Fifa discute a possibilidade de ampliar o Mundial de Clubes de 32 para 48 equipes, o que aumentaria o número de jogos, a exigência de infraestrutura e o peso comercial da sede escolhida.