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Jovens do interior usam Copa 2 de Julho como vitrine para o sonho profissional

Por Redação

Jovens do interior usam Copa 2 de Julho como vitrine para o sonho profissional
Foto: Márcio José

Antes de a bola rolar, muitos atletas da Copa 2 de Julho já venceram o desafio de sairde casa. Em ônibus, vans ou carros de familiares, jovens de diferentes cidades do interior da Bahia percorrem centenas de quilômetros para disputar a maior competição sub-15 do país e tentar transformar em realidade o sonho de ser jogador profissional. 

 

Nesta edição, o torneio reúne 48 equipes, sendo 34 formadas por times de municípios baianos. Para muitos garotos, estar na Copa 2 de Julho significa jogar sob os olhos de clubes, treinadores e observadores, em uma vitrine que nem sempre chega às suas cidades.

 

Aos 11 anos, Arthur Xavier Gonzaga já entende o tamanho dessa chance. Goleiro, ele assume papel de liderança dentro de campo e tenta lembrar os companheiros de que cada defesa, cada orientação e cada minuto jogado podem representar um passo maior na carreira.

 

"É a oportunidade de sermos vistos, mudar a nossa vida, cada um chegar a um clube grande, estar jogando, estar presente na Copa 2 de Julho e ser visto. É a oportunidade de mostrar e provar tudo o que sempre treinamos", destacou Arthur.

 

O caminho de Riquelme, atleta de Itagibá, também começou longe dos gramados da capital. Ele viajou 362 km para disputar a competição e carrega no nome a referência a um dos grandes jogadores sul-americanos. 

 

"Saímos da nossa cidade, muito longe daqui. A dificuldade para chegar até aqui foi grande, mas quero agradecer por estarmos jogando. A Copa nos ajuda a ter reconhecimento", disse Riquelme.

 

Nas arquibancadas, o sonho dos atletas também é vivido por quem acompanha cada passo fora de campo. Carla Souza, mãe de Joãozinho, saiu de Irecê e percorreu mais de 470 km para ver o filho jogar. Para ela, o torneio representa uma oportunidade rara para famílias que apostam no futebol como caminho de crescimento.

 

"Nós, mães, procuramos fazer tudo pelos nossos filhos. E isso é uma razão para sonhar. Eu venho de muito longe. A gente luta para vê-lo conquistar esse sonho, crescer na vida. A Copa 2 de Julho é uma ótima oportunidade para isso. É uma ponte. É uma porta aberta. A gente deve aproveitar muito para correr atrás, para que, a partir daqui, ele possa decolar e ir ainda mais longe", comentou Carla.

 

A fase de grupos chega aos últimos jogos nesta quarta-feira (8) e quinta-feira (9), com partidas em Salvador, na Região Metropolitana e em Feira de Santana. Os confrontos acontecem no CT Barradão, Vila Canária, Wet’n Wild, CT do Bahia, em Dias D’Ávila, e no CT do Fluminense de Feira.

 

As fases finais começam neste sábado (11) e seguem até o dia 15 de julho, data da decisão. Até lá, cada jogo representa uma nova chance para atletas que buscam se destacar em meio a clubes tradicionais, seleções municipais, escolinhas e projetos de base.

 

Criada em 2007 pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a Copa 2 de Julho nasceu na categoria sub-17 e passou a ser disputada no sub-15 a partir de 2015.

 

A competição ganhou ainda mais alcance em 2022, quando passou a contar com fases regionais, ampliando a presença de equipes do interior e abrangendo todos os Territórios de Identidade da Bahia. Em 2026, a novidade foi a inclusão de escolinhas de futebol e categorias de base da Região Metropolitana de Salvador e de Feira de Santana.