VÍDEO: Após atropelamento, maratonista Emerson Pinheiro relata graves transtornos psicológicos: 'Turbilhão na mente'
Por Redação
Quase um ano após o trágico atropelamento que afetou sua carreira esportiva e resultou na amputação de uma de suas pernas, o maratonista Emerson Pinheiro, de 29 anos, revelou que está enfrentando graves transtornos psicológicos. O atleta desabafou nesta segunda-feira (6) sobre o impacto invisível do acidente, descrevendo sua saúde mental como um "turbilhão na mente".
Em entrevista ao GG News, concedida ao jornalista Genildo Lawinscky, Emerson contou que a rotina de recuperação física tem sido acompanhada por crises frequentes de choro e severas dificuldades para dormir. Confira abaixo:
Segundo o atleta, as noites mal dormidas são constantemente invadidas pelas lembranças da colisão e da conduta do motorista, o empresário Cleydson Cardoso Costa Filho, que subiu com o veículo na calçada onde o corredor treinava, em 16 de agosto de 2025, no bairro da Pituba.
"Isso termina sobrecarregando minha cabeça. Tem dias que nem penso em nada, mas tem dias que, quando deito, passa um monte de coisa na minha mente. Um turbilhão na minha mente", desabafa o maratonista.
Em um relato comovente, Emerson detalhou o desgaste mental provocado pela espera por decisões judiciais e pelo processo de aceitação de sua nova realidade física.
"Eu também já vinha treinando para, quando acontecesse [a recuperação], ter um melhor suporte emocional e psicológico. Tem dias que a gente termina cansado, né? Vendo toda a situação que está passando, aguardando se vão ajudar ou não na decisão da Justiça", relata.
O atleta também descreveu o momento em que assimilou a gravidade de sua perda, quase 12 meses após o atropelamento. "Fico super triste, né? Me emociono bastante. Ali foi, para mim, o dia em que a ficha caiu, quando, depois de quase um ano de tudo, eu percebi que perdi a perna".
Para Emerson, estudante de Educação Física e praticante assíduo de atletismo, o desafio diário passou a ir muito além da reabilitação física. Se, logo após a alta médica, o principal objetivo era voltar a ficar de pé e caminhar, hoje a prioridade também inclui a reconstrução de seu bem-estar emocional.
A defesa do corredor, liderada pelo advogado criminalista Rogério Matos, já havia lamentado a soltura do empresário Cleydson Cardoso Costa Filho logo após as primeiras audiências judiciais. Apesar de responder ao processo em liberdade, sob medidas cautelares,, o condutor segue denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por tentativa de homicídio com dolo eventual, por dirigir sob efeito de álcool e em velocidade incompatível com a via.
