Treze apresenta documentos ao Bahia que complicam Júnior
Por Éder Ferrari
A diretoria e o departamento jurídico do Bahia receberam a visita na tarde desta terça-feira (27), no Fazendão, de um representante do Treze da Paraíba e de mais seis advogados especialistas em direito esportivo. Em mãos, documentos de uma suposta transferência irregular do atacante do Vitória, Júnior, para o Derby County, Inglaterra, quando ainda tinha vínculo federativo com o clube paraibano. A diretoria do Treze achava, até, que o jogador havia parado de jogar em 2004, já que deixou a agremiação, mas não levou o ITC (Certificado de Transferência Internacional).
Desde então, estaria atuando de forma irregular na Europa, com um atestado falsificado. Além disso, no mesmo dia da sua regularização pelo Vitória no dia 02/02/2010, o mesmo aconteceu no FC Copenhagen, Dinamarca, com uma documentação supostamente enviada pelo Treze, o que foi negada, mas o atacante já defendia o clube desde 2008, tendo apenas uma rápida passagem Randers FC, por empréstimo. Mas as suspeitas aumentam por que o Copenhagen já havia liberado o jogador desde dezembro. Os representantes da equipe paraibana já estão em contato com os dinamarqueses, a fim de reunir mais documentos. Junto com o Treze, o departamento jurídico tricolor encaminhou todo o material a Valed Perry, considerado o maior ícone do Direito Esportivo do país, que chegou a conclusão de que Júnior está irregular.
A situação é muito confusa e o Vitória já se antecipou em negar qualquer irregularidade (ver nota). Em 2001, Júnior foi preso por portar passaporte falsificado e adulterado. Nele, a data de nascimento do jogador era de 1979, quando, na verdade, o ano verdadeiro é 1976, o chamado "Gato".