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Mais calendário, mais desgaste: Sequência intensa de jogos aumenta risco de lesões em véspera da Copa

Por Redação

Mais calendário, mais desgaste: Sequência intensa de jogos aumenta risco de lesões em véspera da Copa
Foto: Divulgação

A proximidade da decisão da Liga dos Campeões da UEFA, marcada para 30 de maio, e o início da Copa do Mundo de 2026, em 11 de junho, voltaram a colocar em pauta os impactos do calendário sobre a condição física dos jogadores. O médico Tiago Simões Leite alerta que a sequência intensa de jogos e o tempo reduzido de recuperação aumentam o risco de lesões, inclusive entre atletas de alto rendimento.

 

Segundo o especialista, “a rotina de sobrecarga competitiva, recuperação inadequada e déficits musculares seguem sendo o tripé mais crítico no risco de lesões, mesmo em atletas de elite”.

 

O médico também chama atenção para os riscos enfrentados por praticantes de futebol recreativo. De acordo com ele, a alternância entre períodos de sedentarismo e esforços físicos intensos favorece problemas musculares e articulares, especialmente quando não há preparação adequada.

 

“O comportamento de risco visto nos atletas de fim de semana se traduz em demandas reais para o corpo clínico administrado pela empresa em hospitais de todo o país. Quando alguém alterna rotina sedentária com partidas intensas de futebol, tende a acumular microlesões, sobrecarga articular e dores musculares que muitas vezes só chegam ao atendimento médico quando já evoluíram para quadros mais complexos”, afirmou.

 

O especialista destaca que lesões como entorses de tornozelo, problemas ligamentares, rupturas musculares e danos no menisco estão entre os casos mais frequentes atendidos nas unidades médicas ligadas à Medplus. Além do suporte cirúrgico, o trabalho inclui protocolos de reabilitação e orientação preventiva aos pacientes.

 

“Os médicos recebem muitos casos de lesões comuns no futebol recreativo, como entorses de tornozelo, lesões de ligamento, rupturas musculares e problemas de menisco, oferecendo o tratamento cirúrgico quando necessário, mas também protocolos de reabilitação e educação do paciente”, ressaltou Tiago.

 

Com a proximidade da Copa do Mundo, o debate sobre prevenção e controle de carga física ganha força também fora do esporte profissional. Para o especialista, a adoção de hábitos preventivos e acompanhamento adequado são fundamentais para reduzir o risco de lesões.

 

“Equilíbrio de carga e prevenção personalizada continuam sendo os maiores aliados contra lesões, dentro e fora do campo”, concluiu.