Hotéis reduzem preços para Copa do Mundo nos EUA diante de baixa demanda; entenda
Por Redação
A procura por hospedagem para a próxima Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos está abaixo do esperado, o que levou hotéis a reduzirem significativamente os preços das diárias. Segundo a informação do jornal Financial Times, divulgada nesta semana, as tarifas caíram cerca de um terço em cidades-sede como Atlanta, Dallas, Miami, Filadélfia e São Francisco, em comparação ao pico registrado no início do ano.
De acordo com dados da Lighthouse Intelligence, a retração ocorre em meio a uma demanda internacional mais fraca do que a projetada. Entre os fatores apontados estão os altos preços dos ingressos, o receio de inflação global e questões geopolíticas que impactam o interesse de torcedores estrangeiros.
Outro indicativo do cenário foi a decisão da Fifa de cancelar milhares de reservas previamente bloqueadas para equipes técnicas. Embora ajustes sejam comuns nesse tipo de evento, o volume de cancelamentos chamou atenção do setor hoteleiro.
Para Lior Sekler, diretor comercial da operadora HRI Hospitality, havia expectativa de grande fluxo de turistas tanto nas cidades-sede quanto em regiões próximas. No entanto, o movimento atual não acompanha essa projeção inicial.
Além disso, o contexto internacional também pesa. O custo elevado das passagens aéreas — impulsionado pelo aumento do preço dos combustíveis — e políticas migratórias mais rígidas são citados como possíveis entraves. O ambiente econômico global e tensões no Oriente Médio também contribuem para a cautela de viajantes.
Os preços dos ingressos são outro fator relevante. Mesmo com disponibilidade limitada, bilhetes mais acessíveis ainda giram em torno de US$ 530 (cerca de R$ 2,6 mil), enquanto entradas para a final podem chegar a US$ 10.990 (aproximadamente R$ 54,8 mil).
Levantamento do grupo Football Supporters Europe aponta que um torcedor que deseje acompanhar sua seleção desde a estreia até a final pode gastar pelo menos US$ 6.900 (cerca de R$ 34 mil), valor significativamente superior ao registrado na Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Apesar da expectativa da Fifa de atrair “centenas de milhares” de visitantes, representantes do setor hoteleiro demonstram cautela quanto à concretização desse cenário.
