Marie-Louise Eta assume Union Berlin e se torna primeira mulher a assumir um time da Bundesliga
Por Redação
A demissão do técnico Steffen Baumgart após a derrota do Union Berlin para o Heidenheim, último colocado da Bundesliga, abriu espaço para um capítulo inédito no futebol europeu. A auxiliar Marie-Louise Eta foi escolhida para dirigir a equipe até o encerramento da temporada e se tornou a primeira mulher a comandar um clube na história da elite alemã masculina. O anúncio foi feito oficialmente no último sábado (11).
"Fico feliz que o clube me tenha confiado esta tarefa exigente. Uma força do Union sempre foi e continua sendo, em situações como essa, unir todas as forças em conjunto. E, claro, tenho a convicção de que, com a equipe, conseguiremos os pontos decisivos", disse a treinadora.
"A equipe profissional masculina enfrentará a fase final da temporada e a luta pela permanência na categoria sob a liderança de Marie-Louise Eta, atual treinadora dos juniores U19 e futura treinadora-chefe da equipe profissional feminina", escreveu o clube.
Eta, de 34 anos, já integrava a comissão técnica do Union Berlin desde 2023 e vinha acumulando experiências progressivas dentro do clube. Ainda naquele ano, passou a atuar como auxiliar da equipe principal e tornou-se a primeira mulher a exercer essa função na Bundesliga.
Antes mesmo da confirmação como técnica interina, ela já havia comandado o time em uma partida oficial. Em janeiro de 2024, substituiu o então treinador Nenad Bjelica, que estava suspenso, e esteve à frente da equipe na vitória sobre o Darmstadt por 1 a 0.
Agora, a missão será conduzir o Union Berlin na reta final da temporada em meio à disputa por estabilidade na tabela. A equipe ocupa a 11ª colocação com 32 pontos, sete acima do St. Pauli, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento.
Antes da trajetória como treinadora, Eta construiu carreira como meio-campista e conquistou títulos relevantes no futebol alemão. Pelo Turbine Potsdam, foi campeã nacional em três temporadas consecutivas entre 2009 e 2011, venceu duas edições da Copa da Alemanha e integrou o elenco campeão da UEFA Women's Champions League em 2010.
Nas categorias de base da seleção alemã, também participou de campanhas vitoriosas, com títulos no Mundial sub-20 de 2010 e no Europeu sub-17 de 2008. Na época, ainda utilizava o sobrenome Bagehorn, alterado após o casamento em 2014.
A carreira como atleta foi interrompida precocemente por lesões quando defendia o Werder Bremen. Ainda no clube, iniciou a transição para a área técnica ao assumir uma equipe feminina sub-15, experiência que marcou o início do percurso que agora a leva a um feito inédito na Bundesliga.
