Carlo Ancelotti vê pressão por resultados na Seleção Brasileira e cita objetivo pelo título mundial: "É uma motivação"
Por Redação
Carlo Ancelotti segue mostrando estar cada vez mais apaixonado pelo futebol brasileiro. Durante entrevista concedida à Rádio Marca, da Espanha, divulgada nesta segunda-feira (16), o italiano se mostrou encantado com a forma dos brasileiros respirarem futebol. A análise do profissional precede o anúncio da lista de atletas para os próximos compromissos internacionais.
O treinador identificou características culturais que diferenciam o torcedor local de outras praças onde trabalhou ao longo de sua trajetória na Europa. "O clima no Brasil é de futebol. As pessoas são muito apaixonadas. É um país feliz, alegre, cheio de gente boa", disse.
O técnico entende que o cenário de festividade caminha junto com a exigência por conquistas de nível mundial. Para o comandante, o desafio de buscar a sexta estrela serve como combustível para o planejamento técnico. "Ganhar a Copa do Mundo com o Brasil não é apenas um objetivo, é também uma motivação."
A visão do italiano aponta para uma inversão de prioridades no interesse do público em comparação ao continente europeu. O treinador também destacou a dimensão que a seleção tem no país. Para ele, a importância do time nacional no Brasil supera a de clubes, algo que não ocorre com a mesma intensidade no futebol europeu.
"Aqui, quando a seleção joga, o mundo inteiro para. Não é a mesma atmosfera que na Europa. No Brasil, o time mais importante é a seleção", afirmou.
Apesar do carinho recebido, Ancelotti reconhece que a cobrança é elevada. Segundo ele, até erros em amistosos geram críticas fortes, algo que pretende administrar com o elenco. O plano de gestão do treinador envolve uma abordagem psicológica com os convocados. "Existe muita pressão sobre os jogadores. Um erro em um amistoso aqui é punido. Quero conversar com eles para que não se pressionem tanto", disse.
Ao ser questionado sobre os atletas que marcaram sua carreira, o italiano montou uma escalação com nomes que dirigiu em diferentes clubes europeus. "No gol, eu colocaria o Dida. Cafu na direita, Militão ou Thiago Silva como zagueiros, e Marcelo na esquerda. No meio-campo, Casemiro, Kaká… tenho certeza que estou esquecendo alguém. Na direita, Rodrygo ou onde ele quiser, na esquerda, Vinicius, e no ataque tenho muitas dúvidas: Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho… são muitos."
Dentro do grupo atual, um nome específico recebeu atenção especial pela regularidade em confrontos decisivos. Durante a entrevista, o treinador também elogiou jogadores brasileiros com quem trabalhou e destacou o talento de Vinícius Júnior, atualmente no Real Madrid CF. O técnico manifestou confiança no desempenho do atacante para o torneio mundial. "Vinicius nunca decepcionou em jogos importantes. Estou convencido de que ele fará uma grande Copa do Mundo se estiver na Seleção", afirmou.
Ancelotti estará hoje na sede da CBF, no Rio de Janeiro, para convocar os jogadores para os amistosos da Seleção Brasileira contra a França e Croácia, nesta data-fifa. A lista será a última antes da convocação final.
