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River Plate rompe com a Federação Argentina e deixa Comitê Executivo após novas medidas; entenda

Por Redação

River Plate rompe com a Federação Argentina e deixa Comitê Executivo após novas medidas; entenda
Foto: Divulgação / River Plate

O River Plate anunciou na última quinta-feira (5) que vai deixar de participar das reuniões do Comitê Executivo da Associação Argentina de Futebol (AFA). De acordo com informações do jornal "Clarín", a decisão oficializa o rompimento das relações entre a instituição e a entidade máxima do esporte no país. O movimento ocorre após a aprovação de medidas que alteram as regras de classificação para os torneios continentais de 2027 e 2028.

 

A gota d'água para a diretoria do clube foi a mudança nos critérios de acesso à Copa Libertadores e à Copa Sul-Americana, aprovada nesta semana pela Liga Profissional. O novo formato estabelece que o terceiro colocado na tabela anual avance diretamente para a Sul-Americana, enquanto o nono colocado ganhe o direito de disputar as fases preliminares da Libertadores. Atualmente, o terceiro posto garante vaga na Pré-Libertadores, sistema que a liga tenta modificar para evitar que clubes argentinos fiquem sem calendário internacional após eliminações precoces, como as recentes quedas de Boca Juniors e Argentinos Juniors.

 

Em nota oficial, o clube de Núñez detalhou os motivos que levaram ao afastamento das discussões internas da federação.

 

"Nossa instituição considera que as discussões sobre o futuro do futebol argentino devem se dar mediante procedimentos claros e previsíveis: com os temas incorporados na ordem do dia com sua devida antecipação e submetidos a votação dos membros correspondentes. Em reiteradas ocasiões, a dinâmica de funcionamento observada não refletiu esses mecanismos, resultando em processos menos claros que aqueles aos quais o River Plate está acostumado", diz o comunicado.

 

O River Plate também se posicionou de forma contrária ao atual modelo da primeira divisão, que conta com 30 equipes, e relembrou episódios de atrito anteriores. Entre os pontos de conflito estão o título outorgado ao Rosario Central em 2025 e a investigação envolvendo o presidente da AFA, Chiqui Tapia. Na ocasião da apuração sobre o dirigente, outros clubes chegaram a ensaiar uma greve, medida que não contou com o apoio do River na época, evidenciando o isolamento do clube em diferentes momentos políticos.

 

A saída do River Plate do comitê pode gerar reações em outras equipes do país. O Estudiantes de La Plata, que já se ausentou de reuniões recentes por discordâncias com a gestão de Tapia, é apontado como o principal aliado potencial no movimento de oposição. O Racing também é citado por fontes da imprensa argentina como o próximo clube a manifestar insatisfação com as recentes decisões administrativas.

 

Apesar da aprovação inicial das novas regras de classificação, a proposta enfrenta resistência e críticas na Argentina, o que pode levar a um recuo do próprio comitê. Por enquanto, a AFA trabalha na alteração do regulamento em seu site oficial para acomodar o cronograma que divide as vagas da Libertadores entre os campeões dos torneios Apertura, Clausura, Copa Argentina e os melhores colocados da tabela anual, incluindo a vaga para o nono colocado.