Benfica suspende cinco sócios-torcedores por caso de racismo contra Vini Jr.
Por Redação
O Benfica informou, nesta sexta-feira (27), que suspendeu cinco sócios-torcedores em razão de ofensas racistas registradas durante uma partida da Champions League. O episódio ocorreu no dia 17 de fevereiro, em Lisboa, no confronto contra o Real Madrid.
Em nota oficial, o clube afirmou ter identificado “comportamentos inadequados, de natureza racista”, sem mencionar o nome de Vinícius Júnior. O comunicado destaca que esse tipo de conduta não está alinhado aos valores defendidos pela instituição.
O Benfica também anunciou a abertura de um processo disciplinar interno para apuração do caso. Ao fim da investigação, os envolvidos poderão ser expulsos de forma definitiva do quadro social, punição prevista como a mais severa no estatuto do clube.
A denúncia ocorreu no jogo de ida dos playoffs para as oitavas de final da competição europeia, disputado no Estádio da Luz. Na ocasião, Vinícius Júnior marcou o gol da vitória do Real Madrid e comemorou com uma dança próxima à torcida adversária, o que gerou um princípio de confusão entre jogadores das duas equipes.
Antes da retomada da partida, o atacante brasileiro se dirigiu ao árbitro francês François Letexier e relatou ter sido chamado de “mono” (macaco em espanhol) por Prestianni, atacante do Benfica. Diante da denúncia, o árbitro acionou o protocolo antirracismo e interrompeu o jogo por cerca de dez minutos.
Posteriormente, a UEFA aplicou uma suspensão provisória de um jogo ao atleta argentino, por possível infração ao Artigo 14 do Regulamento Disciplinar, que trata de comportamentos discriminatórios. A medida teve caráter cautelar e não representou decisão definitiva sobre o caso.
O Benfica recorreu da suspensão e incluiu Prestianni na delegação que viajou a Madri para o jogo de volta. O recurso, no entanto, foi negado, e o jogador ficou fora da partida.
