Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Esporte

Notícia

Entenda as ligações entre Stephen Curry, estrela da NBA, e a inteligência israelense

Por Redação

Entenda as ligações entre Stephen Curry, estrela da NBA, e a inteligência israelense
Foto: Reprodução/Instagram (@stephencurry30)

 

O armador da NBA Stephen Curry realizou investimentos em empresas de tecnologia fundadas e administradas por ex-integrantes das Forças de Defesa de Israel (IDF), por meio de sua gestora de venture capital, a Penny Jar Capital. As operações ocorreram em parceria com fundos de investimento israelenses e norte-americanos com histórico de aportes no setor de tecnologia de segurança em Israel.

 

Em 2024, a Penny Jar Capital participou de uma rodada de US$30 milhões na Zafran Security, startup de cibersegurança liderada por Sanaz Yashar. De acordo com informações públicas sobre sua trajetória, Yashar atuou por cerca de 15 anos na Unidade 8200, divisão da inteligência militar israelense especializada em interceptação e operações cibernéticas. Críticos do governo israelense associam a atuação dessa unidade a operações militares em Gaza, incluindo o bombardeio de 2014 e ações durante a Marcha do Retorno, entre 2018 e 2019.

 

A Zafran também tem como co-fundadores Ben Seri e Snir Havdala, ambos com passagens por unidades de inteligência das IDF. Havdala serviu na Unidade 8200, enquanto Seri integrou a Unidade 81, voltada ao desenvolvimento de capacidades cibernéticas. Os três fundadores receberam condecorações por suas atividades no serviço militar israelense.

 

O investimento contou ainda com a participação da Sequoia Capital, principal investidora da Zafran, além da Menlo Ventures e da empresa israelense Cyberstarts. Um dos sócios da Sequoia, Shaun Maguire, é conhecido por seu posicionamento público favorável a Israel; críticos o acusam de declarações racistas e de ativismo político pró-Israel. A Sequoia mantém participação em dezenas de startups israelenses fundadas por ex-integrantes das IDF.

 

A Menlo Ventures, outra co-investidora, possui um portfólio relevante em empresas israelenses. Em viagem a Israel no ano passado, o sócio Mark Siegal afirmou que “o ecossistema tecnológico israelense é fundamental para a sobrevivência de Israel” e que considera “quase um dever, como judeu, garantir que esse ecossistema continue a prosperar”.

 

Já a Cyberstarts foi fundada por Gili Raanan, veterano da Unidade 8200 com cerca de 15 anos de serviço. Raanan recebeu o Prêmio Presidencial de Defesa, uma das principais honrarias concedidas a ex-integrantes das IDF, por sua atuação no desenvolvimento de infraestrutura tecnológica do país.

 

Curry, frequentemente citado como defensor de pautas de justiça social, não comentou publicamente sobre os investimentos nem sobre as críticas que relacionam empresas de cibersegurança israelenses à atuação militar do país.