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Assembléia é suspensa e cria revolta

Por Éder Ferrari

O clima cordial entre oposição e situação durou pouco na Assembléia Geral, realizada na noite desta segunda-feira (5), na sede de praia do clube na Boca do Rio, e a reunião acabou suspensa, sem data para terminar. Antes da suspensão final, o presidente já havia dado um intervalo para discutir de que forma os pontos seriam votados. O presidente propôs que se aprovasse o texto completo, ou apenas a base do projeto, deixando os pontos controversos para serem discutidos item por item. A oposição queria que todos os artigos fossem lidos e debatidos, já que, segundo os presentes, o clube não divulgou em lugar nenhum o projeto do Estatuto proposto. Além de não saber quais dos presentes podiam ou não votar.

 

Após chegarem a um acordo, de que seria aprovado o texto base e, em seguida, as emendas, outra confusão aconteceu. O presidente fez uma votação por conta própria e deu o texto base como aprovado, sem contar se 2/3 dos presentes haviam sido favoráveis, dá forma que o Estatuto exige. “Quem é a favor, se mantém como está”. Alguns segundos depois gritou aprovado, sem sequer fazer a contagem dos votos.   A revolta foi geral e uma nova discussão foi iniciada. Mesmo sem o tema ter sido resolvido, com impugnação em ata de um sócio, Leonardo Vieira, o debate seguia para serem questionados os artigos em emenda. Quando o problema passou a ser de que forma seria a votação, o ex-presidente Marcelo Guimarães ordenou que um grupo liderado por seus filhos mais novos, se aproximasse da mesa diretora e começassem a pedir a suspensão da Assembléia.  O presidente suspendeu e deu o texto base como aprovado, prometendo marcar nova reunião para debater as emendas. Os opositores reclamaram e prometeram medidas judiciais, caso, em ata, o texto tenha sido consagrado.