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Empresário com pose de diretor

Por Éder Ferrari

O treinamento do Bahia no estádio de Pituaçu na tarde desta quarta-feira (7) levantou algumas questões da atual conjuntura da diretoria tricolor. Enquanto o novo superintendente, Elizeu Godoy, ficava responsável pelo papel de recepcionar a imprensa e ser uma espécie cicerone de conselheiros e convidados, o empresário Orlando da Hora posava de diretor do clube. Requisitado por quase toda a imprensa presente, da Hora, sempre ao lado do assessor particular do presidente Marcelo Guimarães Filho, Sérgio Cabrocha, ou do irmão do presidente, Marcos Cesar, não parava de criticar o antigo parceiro e agora desafeto Paulo Carneiro, ex-gestor do tricolor, e posava de salvador da pátria, por ter “ajudado a trazer 70% a 80% do elenco”, como se fosse um grande mérito ter sido peça chave na formação de um grupo que disputa o rebaixamento. O empresário continuou mostrando sua influência no final da atividade. Um a um, jogadores, clientes ou intermediados por da Hora, conversaram individualmente com ele a beira do gramado. Depois da conversa “mano a mano”, um grupo se reuniu e fez uma roda em volta do empresário. Entre alguns dos jogadores estavam Nen, Léo Medeiros, Rubens Cardoso e Beto. Em pauta, o empresário afirma que apenas queria mostrar que “não abandonou a rapaziada”. Na prática, cumprindo o papel de gestor de futebol, hoje figura, oficialmente, ausente na diretoria do clube desde a saída de Paulo Carneiro.