Medalhista paralímpico reclama de condições da Lagoa de Pituaçu, onde quer montar CT
Por Nuno Krause
O medalhista paralímpico Renê Pereira, do remo, fez diversas reclamações acerca da Lagoa de Pituaçu, onde deseja montar um Centro de Treinamento da modalidade. Em vídeo gravado nas redes sociais, o atleta revelou estar "desmotivado" com as condições do local.
A pouco mais de um mês do Mundial de Remo, Renê relatou que macrófitas, plantas aquáticas que se proliferam com mais facilidade em águas afetadas por esgotos de origem doméstica e industrial.
"Venho tentando, há cinco anos, montar um centro de treinamento. Já tem protocolado no Inema [Instituto Do Meio Ambiente E Recursos Hídricos] essa demanda. Estou a 40 dias do Mundial, e não consigo treinar, em virtude das macrófitas que invadiram a lagoa. É de responsabilidade da Embasa essa limpeza", afirmou.
O Bahia Notícias verificou que o processo público para a construção do CT encontra-se na Diretoria Administrativa e Financeira (DIRAF) do Inema desde o dia 5 de agosto. O protocolo foi gerado no dia 6 de julho.
Renê fez sua preparação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 na Bahia, mas não em Salvador. O atleta teve de se deslocar para a Linha Verde, segundo contou no vídeo.
"Venho pedir aos órgãos públicos, Inema e Embasa, que se posicionem, que dêem uma resposta para que nós atletas possamos treinar da melhor forma possível", pontuou.
Em resposta ao BN, a Embasa confirmou que é responsável pela manutenção e segurança da estrutura da Barragem de Pituaçu, que recebe o esgoto da área. No entanto, ressaltou que só executa a limpeza de plantas aquáticas "quando essas representam um risco para a segurança do Barramento".
"Não é atribuição da Embasa fazer a limpeza e manejo das plantas aquáticas do lago de Pituaçu para viabilizar outros usos de suas águas", complementou a companhia.
A reportagem entrou em contato também com o Inema, mas não obteve resposta até o momento.
