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Chile apresenta documentos à Fifa de caso da suposta escalação irregular do Equador
Foto: Divulgação / Federação Chilena de Futebol

O Chile apresentou nesta terça-feira (7) documentos na Fifa que comprovariam a nacionalidade colombiana do lateral-direito Byron Castillo, da seleção do Equador. A entidade que controla o futebol mundial apura a denúncia da suposta escalação irregular do jogador no selecionado equatoriano (lembre aqui) e pretende dar uma resposta até a próxima sexta (10). O país conquistou a última vaga direta para a Copa do Mundo ao terminar as eliminatórias na quarta posição com 26 pontos. Enquanto os chilenos ficaram de fora ocupando a sétima posição com 19. A ação é movida pelo advogado brasileiro Eduardo Carlezzo.

 

"Seria escandaloso se a FIFA não soubesse dessa informação. São muitas coisas. Sou advogado há quase 20 anos. São muitas coisas. Se o Equador for à Copa do Mundo, a Copa do Mundo ficará manchada", disse.

 

O Equador é acusado de escalar Castillo irregularmente em oito jogos das eliminatória. O Chile seria o mais beneficiado, caso conquistem a pontuação por causa do erro. Os documentos apresentados pelos chilenos, que incluem certidões de nascimento e de batismo, apontam que o atleta tem registros em Tumaco, na Colômbia, no ano de 1995. No entanto, as fichas oficiais indicam que o lateral nasceu em 1998 em General Villamil, no Equador.

 

"No documento equatoriano está escrito Byron David, e o colombiano Bayron Javier. No documento colombiano, nasceu em 1995, e no documento equatoriano, nasceu em 1998. Os pais são os mesmos, Olga e Harrison, colombianos. Se uma pessoa tem os mesmos pais, eles seriam irmãos. Então, a questão é se o Byron que está na seleção tem um irmão chamado Bayron, da Colômbia. Porque se ele tem, acabou, eu não estaria aqui. E não, ele não tem. Ele tem uma irmã", detalhou Carlezzo.

 

Os equatorianos discutem a nacionalidade de Castillo desde que foi convocado para as seleções de base. Inclusive, o lateral não disputou o Sul-Americano Sub-20 de 2017, por inconsistência da documentação. Porém, ele foi chamado para o selecionado principal em agosto do ano passado, após um juizado local dar garantia.

 

Apesar de ter apresentado documentos, Eduardo Carlezzo admite que o pouco tempo para apuração e processo até a Copa do Mundo atrapalha, além dos grupos já estarem definidos. O Equador foi sorteado na chave A ao lado do anfitrião Catar, adversário da estreia no dia 21 de novembro, Senegal e Holanda. Todavia, os chilenos pretendem levar o caso até o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Se o tabuleiro foi mudado no tribunal, o Chile chegaria aos 24 pontos e com maior saldo do que o Peru, que ficou em quinto com a mesma pontuação, conquistaria a vaga direta no Mundial de 2022. Assim como os peruanos, a Colômbia, que terminou em sexto com 23, não seria beneficiada com a questão.

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