Nelsinho confessa plano para batida intencional
Por Lucas Esteves

O ex-piloto da Renault Nelsinho Piquet protocolou um documento oficial na Federação Internacional de Automobilismo (FIA) detalhando os planos de uma batida acidental no GP de Cingapura do ano passado que favoreceu deliberadamente o espanhol Fernando Alonso, seu então colega de equipe e vencedor da corrida. O documento é formado de diversas páginas rubricadas por ele e assinadas com sua chancela no final. Ele relata todas as ações na época e afirma que Flávio Briattore, o chefe da Renault, e Pat Symonds, diretor técnico da mesma equipe, o “convidaram” a bater o carro como um esforço em prol da equipe. Segundo ele, à época atravessava uma condição psicológica frágil com muitas pressões por renovação de contrato que não se concretizavam e, ao aceitar a armação, acreditou que isto reforçaria os apelos internos por uma renovação. Os dói apontaram ao piloto o local exato em que deveria bater para que o safety car entrasse e paralisasse a corrida. O trecho não tinha áreas de escape e nem capacidade de chegada de um guincho por fora da pista, obrigando o recurso do carro-madrinha. Briattorie e Symonds já se defenderam das acusações dizendo que não estão envolvidos e que não houve nenhuma armação. Já o italiano foi mais longe edisse que Nelsinho bateu porque quis. O colega de Nelsinho, Fernando Alonso, disse que não sabia da armação para favorecê-lo. A FIA anunciou que não punirá o piloto, mas ainda não se pronunciou quanto à equipe.