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Rebeca Andrade destaca importância da saúde mental: 'Não posso controlar o que esperam'
Foto: Joá Souza / Ag. Haack / Bahia Notícias

Medalhista de ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, a ginasta Rebeca Andrade entende que cuidar da saúde mental foi essencial para obter sucesso. O tema, cada vez mais recorrente no mundo do esporte, ganhou ainda mais visibilidade durante a Olimpíada, já que a estrela americana da ginástica Simone Biles deixou de competir em diversas provas para se preservar mentalmente. 

 

"Não posso controlar o que as pessoas esperam de mim ou querem que eu faça. Só posso me controlar. Tenho acompanhamento psicológico desde os meus 13 anos, e só agora eu senti que todo o trabalho que a gente fez durante todos esses anos fez efeito. Mas em cada ano eu tinha um progresso, um processo que eu curti. Na pandemia eu realmente me descobri, porque eu fiquei sozinha em casa. Só tinha eu e eu. Foi muito importante. Saúde mental faz parte do equilíbrio para que tudo dê certo", destacou a atleta, presente neste domingo (20) no II Congresso Olímpico Brasileiro, realizado em Salvador. 

 

Rebeca já está projetando sua participação nos Jogos de Paris-2024, e falou sobre o próximo ciclo ser mais curto do que o normal. Como Tóquio-2020 foi adiada em um ano por causa da pandemia, serão apenas mais dois anos de preparação para a próxima edição do evento. 

 

"Apesar de ter menos tempo, o treinamento é o mesmo, o foco é o mesmo, o empenho é o mesmo. Só depende de mim e dos profissionais que trabalham comigo. Acordo com a mesma vontade de vencer sempre (...) Meu foco estar bem fisicamente e mentalmente. Vou sempre chegar nos treinos e nas competições dando 110% de mim, estando em um dia bom ou ruim", contou. 

 

A ginasta está aproveitando o evento para falar com as pessoas sobre sua experiência no esporte, e destacou também o quanto sua vida mudou após as conquistas em Tóquio. 

 

"Hoje eu acho que muito mais pessoas me conhecem, conhecem minha história. É sempre uma oportunidade muito boa de falar como o esporte mudou a minha vida. Hoje estou com duas medalhas, e isso inspira tantas pessoas que eu acho que não consigo nem calcular na minha cabeça o que isso é de verdade. [É bom] Encontrar na rua as pessoas que torcem por mim, me admiram, que muitas crianças e adolescentes querem ser como eu, e lutam como se fosse uma luz no fim do túnel. Tipo, 'ela conseguiu eu também posso conseguir'. Para o futuro do esporte a gente depende disso. São gerações que estão vindo, que eu pude representar naquele pódio e em cada momento da competição", comemorou. 
 

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