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Condenado na Itália, Robinho será preso se viajar para mais de 100 países

Condenado na Itália, Robinho será preso se viajar para mais de 100 países
Foto: Ivan Storti / Santos FC

Condenado a nove anos de prisão pela Justiça da Itália (veja aqui) por estupro coletivo a uma mulher albanesa, o atacante Robinho pode ser preso caso viaje para mais de 100 países. Brasileiro nato, ele não pode ser extraditado em quanto estiver no Brasil (entenda aqui).

 

Segundo o colunista Diego Garcia, do site Uol Esporte, Robinho será preso imediatamente se desembarcar nos Estados Unidos, Argentina, Chile, Colômbia, China, Coreia do Sul, Austrália, Canadá, todos os 50 signatários da Convenção Europeia de Extradição e outros, já que todos têm acordo de extradição com a Itália. Até 2020, o governo italiano não tinha nenhum tratado do tipo com a Jamaica, Namíbia, Camboja, Emirados Árabes, Seychelles, Nepal, Belize, Madagascar, Malásia e Cabo Verde.

 

Para continuar livre, o Robinho terá que permanecer no Brasil. Atualmente, ele mora em Santos e possui outra residência no Guarujá, ambas no litoral paulista. O jogador está sem clube desde o rompimento do contrato com o Santos em outubro de 2020, dias após o anúncio oficial. Segundo o Uol Esporte, o atleta vive de renda da fortuna acumula durante 20 anos de carreira.

 

O crime de estupro aconteceu na madrugada de 22 de janeiro de 2013, na boate Sio Cafe, em Milão. A vítima, uma mulher albanesa, comemorava o aniversário de 23 anos. Robinho, que na época jogava pelo Milan, junto com Ricardo Falco e outros quatro brasileiros foram denunciados por participarem do ato. O grupo já havia deixado a Itália enquanto corriam as investigações e por isso não foram avisados da conclusão e nem processados. O processo começou em 2016 e teve a sentença em primeiro grau proferida em 23 de novembro de 2017. Robinho não compareceu a nenhuma das audiências do julgamento. O caso contra os outros quatro brasileiros está suspenso. Porém, com a condenação do jogador e de Falco, ele deverá ser reaberto.