Autoridades australianas investigam se Djokovic mentiu em documento de imigração
Mesmo tendo o recurso aceito pela Justiça que revogou o cancelamento do seu visto (leia aqui), o tenista Novak Djokovic segue na mira do governo australiano. De acordo com o jornal australiano "The Daily Telegraph", as autoridades federais investigam se o sérvio mentiu no formulário de entrada no país. Ele teria feito uma alegação falsa de que não viajou nos 14 dias que antecederam sua chegada a Melbourne. Todo o imbróglio começou pelo atleta não apresentar o comprovante de vacina contra a Covid-19.
Nas redes sociais, o sérvio teria feito publicações em outros países antes de viajar para a Austrália. O tenista saiu da Espanha para o país da Oceania e fez escala em Dubai, nos Emirados Árabes. Ele não poderia ter se deslocado desde o dia 22 de dezembro para obedecer a regra. Caso a alegação falsa no formulário seja confirmada, ele poderá ser preso com pena de até 12 meses de cadeia. No documento, o turista é advertido das consequências em mentir no preenchimento.
"Dar informações falsas ou enganosas é uma ofensa grave. Você também pode estar sujeito a uma penalidade civil por fornecer informações falsas ou enganosas", destaca o formulário apontado pelo jornal australiano.
Após ser barrado pela imigração, Djokovic ficou detido num hotel até que o juiz Anthony Kelly determinar sua libertação imediata. O governo da Austrália informou que vai recorrer da decisão. Segundo o portal australiano "The Age", o ministro da imigração Alex Hawke disse que se o sérvio perder o visto novamente será banido do país por três anos.
Primeiro Grand Slam do ano no circuito mundial de tênis, o Aberto da Austrália começa na próxima segunda-feira (17). Djokovic acumula nove títulos do torneio.
