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Seleção Feminina: Pia projeta duelo difícil contra o Chile na final do Torneio Internacional
Foto: Thais Magalhães / CBF

A final do Torneio Internacional de Futebol Feminino, disputado em Manaus (AM), acontece nesta quarta-feira (1º), e a técnica da Seleção Brasileira, Pia Sundhage, projeta um duelo difícil contra o Chile. 

 

"Eu assisti aos dois jogos do Chile e elas não cederam um só gol. Isso é impressionante. Elas têm boas goleiras e são eficientes na defesa, então precisaremos ser mais pacientes no ataque. Acho que, até aqui, perdemos a bola um pouco demais, especialmente no meio de campo. A combinação do meio campo será a chave deste confronto", afirmou, em entrevista coletiva, nesta terça-feira (29). 

 

O Brasil tem quatro gols de saldo e, por isso, tem a vantagem do empate. Como as duas equipes venceram Venezuela e Índia, ambas estão com seis pontos. A comandante das Guerreiras do Brasil acredita que é preciso manter o emocional pronto para a decisão.

 

“Tática e emocional andam juntos. Espero que todas estejam no clima de final e com coragem, porque precisaremos ser corajosas para manter a bola por um pouco mais de tempo. Elas têm uma excelente goleira, então os gols não virão facilmente contra elas. A solidez defensiva, como sempre, será essencial para nós, mas também temos que variar nossa construção ofensiva, tentando ser imprevisíveis. Isso passa muito pelo posicionamento das atacantes e por onde encontraremos o passe final, o que deve ocorrer em lugares diferentes para marcarmos os gols”, analisou.

 

Uma preocupação da técnica é desenvolver a recomposição da equipe para evitar a exposição aos contra-ataques. Pia explicou que, como a Seleção joga com as linhas mais à frente, interceptar o primeiro passe é fundamental para neutralizar a estratégia, e comemorou a chance de trabalhar nisso durante esta Data Fifa.

 

“Faz parte da nossa ideia de jogo um posicionamento um pouco mais avançado e tomar cuidado com o primeiro passe. Se você não consegue interceptá-lo, precisa baixar as linhas. Essa é uma boa oportunidade que temos de treinar esses contra-ataques, já que as melhores equipes do mundo são muito boas nesse aspecto e nós temos margem para melhora. Honestamente, para mim o mais importante é o foco e ter a capacidade de saber e fazer as ações corretas. Falamos sobre isso na preparação para o jogo contra o Chile e acho que teremos um melhor desempenho em relação as últimas partidas”, concluiu.

 

Brasil e Chile duelam nesta quarta, às 21h, na Arena da Amazônia. Mais cedo, às 18h (horário de Brasília), ocorre a disputa de terceiro lugar entre Venezuela e Índia.

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