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Após eliminação do Santos, Tardelli diz ter sido ameaçado de morte por torcedores
Foto: Ivan Storti / Santos FC

Diego Tardelli disse ter sido perseguido por torcedores no trajeto da Vila Belmiro até o hotel onde está morando em Santos, na noite desta terça-feira (14). Ele disse ter sido cercado no carro e recebeu ameaças de morte. O atleta havia estreado pelo Peixe na derrota para o Athletico-PR por 1 a 0, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O time paulista foi eliminado do torneio ao perder o confronto por 2 a 0 no placar agregado.

 

"Estava chegando aqui próximo ao meu hotel. Acredito que uns três ou quatro carros já estavam me seguindo. Até eu parar no sinal e nisso dois ou três carros me fecharam. Não tinha para onde correr. Começaram a quebrar meu carro, chutar, amassar. Falavam que eu ia morrer. Aquela tortura que eles fazem quando as coisas não vão bem. Isso me deixou extremamente triste, chateado", disse em vídeo publicado no Instagram. "Acredito que eram, pelo que eu vi rápido, contando alto, em torno de 10 pessoas, torcedores. Dez vândalos. Torcida tem todo direito de cobrar. A fase do time realmente não é das melhores, mas isso não justifica. Infelizmente. Passar pelo que eu passei, durante 15 anos de carreira, é muito triste passar por isso. Se quiser ir no CT, qualquer lugar cobrar, xingar. Mas agredir, quebrar carro, tacar o terror... Isso não cabe mais no futebol", continuou.

 

Tardelli disse que encontrou um policial no meio do caminho e completou o trajeto escoltado.

 

"E não adianta porque não vai ter nenhuma punição. Poderia ter acontecido qualquer coisa comigo. Não tinha ninguém do lado. A sorte é que eu encontrei um policial no caminho do hotel e eles me escoltaram", completou. 

 

De acordo com o site ge.globo, antes da delegação do Peixe deixar a Vila Belmiro, um grupo de torcedores protestou na porta do vestiário depois do apito final que decretou a derrota da equipe. Eles gritaram palavras de ordem. "Joga por amor ou por terror" e "time sem vergonha". No último sábado (11), após o empate sem gols com o Bahia, em casa, já havia tido protesto e palavras de ódio contra o elenco no mesmo estádio. Vale lembrar que o técnico argentino Ariel Holan pediu demissão no início da temporada por ter sido alvo de protestos na porta do prédio onde morava, devido ao mau desempenho do time no Paulistão.

 

A eliminação na Copa do Brasil se junta às quedas na Libertadores e na Sul-Americana. Resta apenas a disputa do Brasileirão onde o Peixe ocupa o 13º lugar, mas ronda a zona de rebaixamento com 23 pontos, apenas dois a mais do que o América-MG que abre a degola no 17º.

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