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Mais uma mulher, ex-funcionária da CBF, denuncia Caboclo por assédio e agressões

Mais uma mulher, ex-funcionária da CBF, denuncia Caboclo por assédio e agressões
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

Mais uma ex-funcionária da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acusou o presidente afastado Rogério Caboclo de assédio, agressão física e psicológica. As informações são do site ge.globo. O dirigente nega as acusações.

 

De acordo com a publicação, a mulher enviou um documento de seis páginas à CBF na última quarta-feira (18), com uma notificação de natureza trabalhista anexada. Os casos teriam ocorrido entre 2017 e 2019, quando ela deixou de trabalhar na entidade.

 

"Rogério me expôs inúmeras vezes. Começou com jantares profissionais. Em reuniões, ele tentava me abraçar e me beixar, entre outras tentativas de me agarrar à força. Foram muitas ocasiões. Ele tentou desde me pedir em casamento em sua sala enquanto Diretor Executivo de Gestão à total insanidade com os assédios físicos. Ele não aceitava 'não' como resposta", relatou a ex-funcionária.

 

A defesa de Caboclo infomou, por meio de nota, que o dirigente nega veementemente as acusações. "Ocorre que, durante o processo do afastamento ilegal de Caboclo do cargo, ele recebeu áufios de diálogos da acusadora e de sua mãe com um colaborador da CBF. Elas relatam de forma clara o recebimento de proposta para prejudicar Rogério Caboclo e retirá-lo definitivamente do comando da entidade. As propostas incluíam oferecimento de alto cargo de direção na CBF, além de R$ 1 milhão", alega a defesa.

 

Desde que foi afastado, Caboclo tem acusado dirigentes da CBF, em especial o ex-presidente Marco Polo Del Nero, de estarem de complô para afastá-lo da entidade (saiba mais aqui).

 

Entre os dirigentes, estariam Gilnei Botrel e Manoel Flores, que negaram a acusação. "Se trata de estratégia diversionista e falaciosa do ex-presidente diantedas novas acusações de extrema gravidade", afirmaram.

 

A CBF já recebeu o documento apresentado pela funcionária e informou que ele foi enviado "de imediato à Comissão de Ética do Futebol Brasileiro". A Comissão abriu uma nova investigação sobre o caso. Até o momento, três mulheres alegam ter sofrido assédio de Caboclo. Duas protocolaram denúncias formais e uma no âmbito dos depoimentos do primeiro caso.

 

Uma Assembleia Geral marcada para a próxima quinta-feira (25), com os presidentes das 27 federações estaduais, vai decidir o futuro de Rogério Caboclo. 

 

AS ACUSAÇÕES 

Um dos casos de agressão física e psicológica relatados pela funcionária ocorreu em fevereiro de 2018, no apartamento de Rogério Caboclo, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. 

 

"Quando chego em sua casa, com meu computador, ele tranca a porta, me oferece vinho. Digo que não (...) Então ele saiu, foi para o outro lado do apartamento dele. Quando voltou, com o que me parecia shorts de banho, tentou me beijar, puxou meu cabelo para trás com muita força, e tentou me beijar novamente. Eu pedi para ele parar e ele não parou", conta. 

 

Neste momento, segundo a ex-funcionária, "ele me pegou pelo pescoço conta a parede e forçou sua mão entre as minhas pernas, tentando ao mesmo tempo enfiar a mão dentro da minha calcinha. Tentei revidar empurrando com o cotovelo e ele fez mais força no meu pescoço. Ele me largou. Por sorte, a comida que ele havia pedido chegou". 

 

O secretário-geral da CBF à época, Walter Feldman, chegou ao apartamento logo depois. A mulher relatou os acontecimentos, e ele teria minimizado o caso, dizendo: "Entenda, todo gênio é um pouco louco". Feldman afirmou não se lembrar do ocorrido. 

 

Entre outros relatos, há um que dá conta do momento em que Caboclo e a ex-funcionária estavam no restaurante e ele tentou beijá-la à força. O episódio teria acontecido no dia 27 de agosto de 2017, no Leblon. 

 

"Eu disse Rogério, por favor, não faça isso. Ele continuou tentando. Pedi a conta, e por sorte tinha o telefone do meu motorista, que estava por perto aguardando", relata. 

 

Ainda houve, segundo ela, uma série de convites para viagens e ligações durante a madrugada.