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Um desastre chamado E.C. Bahia

Por Samuel Celestino

O E.C Bahia é um clube decepção. É novo em relação aos demais, foi fundado em 1931. Mas é velho pela incompetência. De tanto fracassar nos últimos dez anos, perdeu os torcedores do futuro para o rival Vitória, clube da preferência das crianças. O Bahia está, assim posto, condenado a ser o time da meia-idade, dos velhos, a quem, só oferece decepções e lembranças de outros tempos. O problema do Bahia está na estrutura administrativa que é um zero total. Decepcionante, incompetente, fracassada e burra. A começar pelo presidente, Marcelo Guimarães Júnior, que, herdeiro na política e no esporte do pai, é fraquíssimo nas duas atividades. Volto a dizer o que já havia escrito: quem é deputado federal e passa grande parte da semana em Brasília (presumivelmente) e, ao mesmo tempo, preside, por mera vaidade, em horas fugazes, um clube de massa, é ruim nas duas atividades. Marcelo Jr. não tem o menor destaque como político. Como presidente do Bahia é uma lástima. Por que os clube de futebol brasileiro estão em processo de ascensão? Porque excluíram os políticos das suas direções. O último que o fez foi o Vasco, ao mandar o intragável Eurico Miranda lamber sabão. Acabou perdendo o mandato e a presidência do clube da cruz de malta. Uma coisa é consequência da outra. O Vitória afastou os políticos e se transformou em clube profissional. Está, embora com derrotas recentes, na elite. Tem estádio próprio e estrutura. O Bahia, numa imitação grotesca em relação ao rival, como continuou com um político no comando, imaginou que daria a volta por cima contratando o polêmico rubro-negro Paulo Carneiro. Se não for rubro-negro é cartola profissional. Errou em todos os movimentos. Contrata jogadores a rodo. Todos ruins. Contrata técnicos e os demite. Agora, o Bahia  corre o risco de voltar para a terceira divisão. O deputado Marcelo Guimarães Jr., o Marcelinho, imaginava que, dirigindo o Bahia, teria votos das arquibancadas. Errou também. Não os terá. Porque não sabe nem ser cartola nem político é. Tem apenas um mandato. É um desastre nas duas atividades. Garanto que não darei tréguas a ele na cobrança que farei ao aprendiz de cartola e ao deputado desconhecido. Se o Bahia for para baixo, pior, se não subir, ele, o cartola-deputado, também descerá a ladeira porque a torcida não aceitará a eterna segundona. Com meu cansado coração tricolor, creiam, serei um cobrador implacável.