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Defesa de Caboclo pede arquivamento de denúncia de assédio sexual: 'Mal interpretado'
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

Afastado da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde o início de junho, Rogério Caboclo e sua defesa estão pedindo o arquivamento da investigação da Comissão de Ética do Futebol sobre a denúncia de assédio sexual feita por uma funcionária da entidade contra o dirigente.

 

Segundo o site ge.globo, os advogados do cartola alegam que ele agiu "em tom acima do que se poderia esperar" e de forma deselegante, mas não cometeu os atos apontados pela denúncia.

 

O argumento é de que Caboclo foi "mal interpretado", e que a funcionária tinha "total controle da situação" quando realizou as gravações. Nelas, o dirigente pergunta à mulher se ela se "masturba", e protagoniza diversas situações de constrangimento, inclusive chamando-a de "cadela" certa vez (saiba mais aqui).

 

Além disso, a funcionária também alega ter sido exposta diante de outros funcionários da CBF, em reuniões convocadas na sede da entidade.

 

Professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Juarez Tavares tem um parecer, utilizado pelos advogados, que diz que Caboclo não cometeu assédio sexual.

 

"Em se tratando de prática de ato de natureza sexual (conjunção carnal ou ato libidinoso), que é próprio do constrangimento, não se pode compreender por 'vantagem ou favorecimento sexual' uma troca de mensagens eróticas ou indagações sobre a vida sexual da vítima, ainda que isso pode satisfazer o autor", afirma.

 

Para Tavares, "perguntas íntimas, como se a pessoa se masturba ou não, podem ser grosseiras, deselegantes e até ofender, mas não se refletem em propostas, convites ou insinuações diretas, no sentido da obtenção de um comportamento sexual por parte da vítima, não podem implicar assédio sexual".

 

A investigação do caso segue em curso, e o dirigente segue afastado até o fim de agosto, pelo menos. 

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