Já no São Paulo, Formiga fala em projeto 'pós-carreira' e diz esperar medalha em Tóquio
A meia baiana Miraildes Maciel da Mota, popularmente conhecida como Formiga, que vai para a sétima Olimpíada com a seleção feminina de futebol em Tóquio-2020, foi apresentada nesta terça-feira (22) ao São Paulo. Em entrevista coletiva, a nova camisa 8 do Tricolor paulista afirmou que o futuro longe das quatro linhas foi o que fez ela aceitar a proposta do clube.
"Um dos motivos foi o pós-carreira, pois é um projeto bem audacioso e [espero] que eu possa continuar aqui, para quem sabe trabalhar na gestão ou mesmo, no futuro, como auxiliar técnica. Todo mundo sabe que tenho o desejo de ser treinadora", afirmou a baiana.
O contrato da jogadora com o Soberano vai até o final de 2022, segundo o site "ge.com". Ela estava no Paris Saint Germain (PSG), da França. Na carreira, ela conquistou três títulos dos Jogos Pan-Americanos (2003, 2007 e 2015), três da Copa Libertadores da América (2011, 2013 e 2014), uma Copa América Feminina (2018) e um Campeonato Potiguar (2012).
Às vésperas da Olimpíada de Tóquio, ela disse esperar trazer mais uma medalha para o Brasil - que conquistou a prata em Atenas-2004 e Pequim-2008.
"As meninas estão se cuidando e realmente querem. Temos agora que fazer por onde. São grandes as chances de trazer essa medalha. Sinto que desta vez o ouro vem para o Brasil. Não que antes não tinha essa certeza, pois todas as competições vivemos essa expectativa, mas essa está sendo diferente de tudo. O gostinho do ouro está na mão", declarou.
Por fim, Formiga ainda revelou como faz para manter uma longevidade tão grande no futebol. "Meu segredo é água de coco. Preciso cuidar do corpo e da mente. Há atletas com 38 anos pensando em parar, pois o psicológico afeta. Não tenho restrições com alimentação, mas me cuido muito para não sair comendo besteira. Acredito que tudo tem que ser 100%, amo jogar futebol, é minha vida, ar que respiro, essa minha dedicação e puro amor", destacou.
